Após o empate a um golo frente ao Estoril, Carlos Vicens, técnico do SC Braga, analisou o desempenho da sua equipa e projetou os próximos desafios, com especial atenção à meia-final europeia. O treinador abordou a intensidade do encontro e as dificuldades enfrentadas pelos seus jogadores.
Vicens destacou a exigência da partida: “O jogo foi muito tático, equilibrado. Uma equipa que vem de muitos esforços, com muitos jogadores não disponíveis, e independentemente de jogares com um rival europeu nas meias-finais da Liga Europa, tens de te bater com o Estoril, um rival da nossa Liga. Faltou algum brilho, alguma frescura, é óbvio. Mas, a equipa deu a alma para tentar ganhar, não deu, temos de aceitar este ponto. Vamos tentar ajudar na recuperação o melhor possível para o jogo da Alemanha, para conseguir o objetivo de passar à final, que seria histórico para o clube”
, afirmou Vicens.
Apesar do resultado, Vicens fez questão de salientar o empenho da equipa. Em relação ao desejo de vitória e à paixão dos jogadores, o técnico afirmou: “Não. Queria ganhar, a equipa queria ganhar. Creio que se entende o que se passou em campo, num certo momento as forças faltaram, mas os jogadores dão tudo por estes adeptos, por este clube, por esta camisola. Temos tranquilidade, temos mais oportunidades para fechar esse objetivo. Motiva-nos muito o jogo de quinta-feira, temos de nos preparar bem, e depois preparar bem para este objetivo”
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Sobre a condição física do plantel e a recuperação dos atletas, o treinador detalhou a situação individual de alguns jogadores: “Vamos ver. São muitos casos, cada caso é um caso particular. Vítor Gomez foi operado à mão. Vamos ver, somos otimistas. Acaba sem querer sair de campo, o Gabri também está ansioso por voltar; o Ricardo está a chatear os médicos. Cada um tem o seu processo, temos de ser cautelosos, ver dia a dia com cada um para ver como evoluem. Não tenho nenhuma dúvida que tanto o staff como os jogadores que tenham uma pequena chance de jogar vão fazer por isso”
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Por fim, Carlos Vicens deixou uma mensagem de encorajamento, particularmente para a formação e para o futuro dos jovens jogadores, mesmo que os resultados desportivos nem sempre sejam os esperados. O técnico defendeu a importância de um trabalho contínuo e exaustivo na academia: “Sabia que não dependiam deles, não pude ver nada. Sabe mal, mas na minha opinião, agora utilizar isto como uma oportunidade para crescer. Utilizar isto para os jogadores, para o clube, fazer ressurgir os jogadores e que trabalhem para regressar o quanto antes à Liga 3. O mais importante, os resultados são importantes, mas numa academia o mais importante é haver um trabalho exaustivo para desenvolver os jovens, para que possam crescer, pouco a pouco. Cada um tem uma maturação diferente, temos de os ajudar a que no futuro possam ser jogadores para a primeira equipa. Uma mensagem de ânimo, de apoio, estamos todos juntos como clube”
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