Carlos Vicens foca-se na gestão do calendário apertado e jogadores lesionados

  1. Carlos Vicens enfrenta calendário apertado.
  2. Oito jogadores do SC Braga lesionados.
  3. Estoril é o próximo adversário.
  4. Ricardo Horta lesionado, espera recuperar.

Carlos Vicens, o treinador do SC Braga, encontra-se numa fase crucial da temporada, a braços com a gestão de um calendário apertado e um rol de jogadores lesionados, tudo isto enquanto a equipa se prepara para um embate decisivo contra o Estoril. A conversa com os jornalistas revela um técnico focado na recuperação e na adaptação constante às exigências do futebol moderno.

A intensidade do calendário é um dos pontos focais da preocupação de Vicens, que reflete sobre as diferenças entre treinar equipas com distintos volumes de jogo. “Não diria que é outro desporto, mas é muito diferente ser treinador de uma equipa que só compete semana a semana e de outra que tem 58, 59 ou 60 jogos por ano, tens que modificar a forma como trabalhas. Quando jogas a cada três dias, não há tempo para a mente pensar em outras coisas”, afirmou o técnico. Este ritmo alucinante exige uma adaptação constante e uma capacidade de gestão exemplar, especialmente quando se acumulam jogos em várias competições, como é o caso do SC Braga.

A recuperação física e mental dos atletas é uma prioridade inegável para o treinador espanhol. Com a equipa a jogar a cada poucos dias, e com uma enfermaria a encher, a gestão de cargas e a mudança de chip entre competições são fundamentais. “Há que priorizar muito a recuperação e mudar de ‘chip’ de uma competição para a outra, assim como gerir cargas”, sublinhou Vicens. Esta gestão cuidadosa é vital para manter a competitividade da equipa em todas as frentes, evitando o desgaste excessivo e prevenindo mais lesões. Apesar de um grupo de oito lesionados, nenhum dos quais treinou integrado com a equipa, Vicens mostra-se resiliente na busca por soluções. “Temos de gerir isso, tentando prejudicar o menos possível a nossa equipa secundária, mas sabemos que é difícil e que tem um jogo muito importante. Temos de ver o que se passa na nossa enfermaria”, disse, revelando a complexidade de equilibrar as necessidades da equipa principal e da equipa B, que também tem um jogo decisivo.

O Estoril, próximo adversário, é visto com respeito por Vicens, apesar da sequência de cinco derrotas consecutivas dos ‘canarinhos’. O treinador elogiou a abordagem ofensiva e a qualidade individual do adversário. “Vamos jogar contra uma equipa que é ofensiva, ataca muito e bem, com muita mobilidade, tem qualidade individual e gera ocasiões de golo, dificultando a vida a todos os rivais. Vem de uma sequência que não é a melhor, mas isso acontece durante uma temporada, há altos e baixos. Vamos querer estar ao melhor nível possível para ganhar”, analisou. Esta postura demonstra a seriedade com que o SC Braga encara cada jogo, independentemente da forma do oponente.

A lesão de Ricardo Horta, capitão da equipa, é um duro golpe, mas Vicens mantém a esperança na sua recuperação e na possibilidade de o ver no Mundial de 2026. “Espero que recupere o melhor e o antes possível e tenha a oportunidade de ir ao Mundial, porque merece e seria duro para ele não ir. Agora é recuperar e estou convencido pelo profissional que é vai minimizar os prazos de recuperação”, expressou. A preocupação com o bem-estar dos jogadores é evidente, e as palavras de Vicens refletem o desejo de ver os seus atletas alcançarem os seus maiores objetivos. A lesão de Horta, juntamente com as de Victor Gómez, Niakaté, Barisic, Arrey-Mbi, Diego Rodrigues, Grillitsch e Gabri Martínez, obriga a equipa técnica a encontrar soluções e a dar oportunidade a outros elementos, incluindo jogadores da equipa B.

A reflexão sobre a sobrecarga de jogos e a defesa dos clubes portugueses em competições europeias também esteve em pauta. Vicens compreende a perspetiva de Pep Guardiola, mas destaca a realidade do futebol português. Embora reconheça os desafios, como a necessidade de encaixar os jogos, ele acredita na predisposição das entidades em ajudar. “O que ele quis dizer é que, nestes contextos, os jogadores já sabem que há uma grande quantidade de partidas. Mas nós também as temos. Amanhã vamos fazer o jogo 58 e até ao final da época passaremos os 60. Mas centro-me em nós e o motivo de estar orgulhoso dos meus jogadores tem que ver com a gestão de esforço que temos feito. A cada três dias, durante muitos meses e sem desculpas, temos feito o nosso trabalho para que a equipa seja competitiva. Vou equivocar-me muitas vezes, mas fiz sempre o melhor pelos jogadores”, disse Vicens, mostrando orgulho na capacidade de resiliência da sua equipa. A participação em meias-finais europeias, como a Liga Europa, traz prestígio ao futebol português, mas impõe um esforço tremendo aos clubes e jogadores.

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