O Sporting de Braga, o único clube português sobrevivente nas competições europeias, procura esta quinta-feira dar um passo importante rumo à final da Liga Europa, ao receber os alemães do Friburgo na primeira mão das meias-finais. Os minhotos querem aproveitar o fator casa para conquistar uma vantagem e alimentar o sonho de chegar a Istambul.
Em antevisão à partida, Carlos Vicens abordou a questão do calendário apertado e das ansiedades inerentes a um jogo desta dimensão. “Tivemos um calendário exigente durante toda a temporada, começámos a ter 'finais' em julho [na fase preliminar da Liga Europa]. Há muitos jogos atualmente no futebol e vais sofrer contratempos, é normal, mas eles foram demonstrando [perante isso] que éramos uma equipa. Todos tiveram o seu momento e todos foram e continuam a ser importantes”, realçou o técnico. Sublinhando a importância da concentração, Vicens afirmou: “Quando começar o jogo, todas as ansiedades têm que ficar fora e centrar toda a energia no terreno de jogo. Tranquilidade e confiança no processo, temos que ser Braga mais do que nunca, ser uma equipa, isso trouxe-nos até aqui e, se quisermos chegar à final, tem que ser da mesma maneira.”
Do lado do Friburgo, Julian Schuster admitiu a inexperiência da sua equipa nesta fase da competição, mas destacou a motivação. “É difícil perceber que equipa o Braga vai apresentar, são uma equipa que já jogou uma meia-final [em 2011]. Nós não temos muita experiência, ainda não tínhamos estado nesta fase, mas podemos garantir muita motivação e vontade. Estamos com muita energia”, referiu Schuster. O treinador adversário também elogiou o potencial dos bracarenses, recordando a vitória em Sevilha. “Venceram uma equipa forte da Liga espanhola, sobretudo fora e, depois de terem estado a perder 2-0, deram a volta e ganharam por 4-2. Demonstraram que são uma equipa muito forte do ponto de vista mental. Têm muita posse de bola e podem comparar-se aos grandes clubes de Portugal”, concluiu.