Sporting de Braga: Meia-final da Liga Europa com o Friburgo

  1. Ricardo Horta “Sinto a equipa bem”.
  2. Horta: apoio dos adeptos é crucial.
  3. Carlos Vicens analisa o adversário.
  4. 250 lugares esgotam em 24h.

O Sporting de Braga prepara-se para um dos momentos mais importantes da sua história recente: a meia-final da Liga Europa. Ricardo Horta, capitão da equipa, e Carlos Vicens, treinador, partilharam as suas expectativas e ambições na antecâmara do confronto com o Friburgo.

Horta expressou o sentimento do balneário, destacando a motivação e a consciência da importância da fase que se avizinha. “Sinto a equipa bem, muito motivada para a meia-final, todos sabemos da importância desta fase, a importância de ter uma equipa portuguesa numa meia-final europeia, estamos cientes disso. Estamos muito motivados, um bocadinho ansiosos para que chegue a hora de jogo para mostrar a nossa qualidade em campo. Estamos preparados”, afirmou o capitão. A ambição de chegar à final é clara, e o jogador sublinhou a diferença do adversário. “Iremos fazer para que isso aconteça, do outro lado também está uma equipa que também vai querer chegar à final, sabemos a equipa que vamos defrontar, totalmente diferente do Betis, tem jogadores mais altos, fortes e competitivos, mas estamos preparados. É um objetivo claro ir à final. O primeiro passo é amanhã, fazer um grande jogo, com qualidade e muita personalidade e um bom resultado que nos permita passar à final.”

A importância do apoio dos adeptos foi também realçada por Horta, que sente a união entre o clube e a cidade. “É de importância extrema, principalmente nestes jogos da Liga Europa, estou cá há 10 anos e sinto que nesta meia-final o clube, a cidade estão todos imbuídos num espírito coletivo de poder ajudar o clube a chegar à final e nós sentimos isso. Não só no campo, mas na vida pessoal sentimos que os adeptos acreditam. Nós em campo sentimos a força, vamos querer ir à final e esta união vai-nos dar essa passagem.” Sobre o impacto mediático, o capitão revelou que raramente acompanha as notícias, mas reconhece o valor do momento. “Raramente vejo notícias, não leio jornais. Não sei ao que o presidente se referia [n.d.r: após o jogo em Sevilha, na zona mista], mas nós sentimos que estamos a fazer as coisas bem, principalmente na Liga Europa. Não é todos os dias que se vê um clube português na meia-final da Liga Europa, nem o Sp. Braga. É um momento de união, que tem de ser lembrado, vai trazer força para amanhã.”

Horta, que vai disputar a sua primeira meia-final europeia pelo clube, admitiu sentir o habitual “frio na barriga”. “No meu caso, há sempre borboletas antes de qualquer jogo, é a minha primeira meia-final europeia pelo clube, mas será um jogo igual aos outros, quero ajudar a equipa a ganhar, que a equipa vença o jogo. O Moutinho é o único que esteve numa final e venceu, o que posso dizer é que todos no plantel queremos que o João ganhe a segunda e com isso já fica respondido...” O jogador também abordou a sua longa permanência no Sp. Braga. “Sinto que o Sp. Braga é um clube competitivo, que pode estar neste tipo de jogos importantes e sempre acreditei desde que vim para cá. Já tinha ido aos quartos-de-final da Liga Europa, já tenho troféus nacionais, mas desde que estou cá será um dos jogos mais importantes no clube, sinto isso, essa ansiedade positiva. Que chegue o jogo de amanhã. Porque todos sonhamos e gostava muito de disputar uma final europeia por este clube que já me deu tanto.”

A inspiração em antigos feitos europeus e o desejo de fazer história foram também temas abordados. “Essa última parte não creio, espero que sim, mas não acredito. Não é só o Alan, mas temos tido testemunhos de jogadores que estiveram nessa final [2011]. É um momento histórico, já passaram 15 anos, nós queremos repetir esse feito. São tempos diferentes, histórias diferentes. Já foi feita a história de chegar à 1.ª final, queremos fazer a nossa história mas que o resultado da final seja diferente da outra.”

Carlos Vicens, por sua vez, analisou o adversário e a gestão de esforços. O treinador destacou a qualidade do Friburgo, afirmando que “o Friburgo está a fazer uma Liga Europa de alto nível, é uma equipa que é uma verdadeira equipa, 11 jogadores comprometidos no campo, no ataque e na defesa. Ao vê-los percebemos isso e essa força de ser uma equipa em tudo o que fazem. Enfrenta os jogos sem medo, tem jogadores de qualidade, mas sobretudo essa energia coletiva. E isso faz-nos conscientes de que vamos ter de ter uma versão ao mais alto nível.”

Sobre a gestão de esforços numa época exigente, Vicens explicou que “em toda a época temos um calendário exigente. Já tivemos em julho as pré-eliminatórias da Liga Europa, enquanto a maioria dos clubes chegou à pausa das seleções de setembro com quatro jogos, exceto o Benfica, que teve o play-off de acesso à Liga dos Campeões. Isto tem sido a tónica de toda a época. Vamos bater o recorde de jogos oficiais feitos pelo clube na sua história [n.d.r: numa época] e de qualquer clube português, é um calendário exigente, já o gerimos, continuamos a gerir e vamos continuar, focados no jogo seguinte. É um jogo histórico para o clube, mas a maneira de trabalhar não muda. Vamos continuar a trabalhar, a focar no treino seguinte e no jogo seguinte.”

A mensagem para os jogadores é clara: “Nestas alturas temos de passar o entusiasmo de jogar o jogo, espírito competitivo, fome de conseguir coisas. Ter estabilidade emocional durante os dois jogos vai ser importante e não é fácil, há jogadores que não estão habituados a este tipo de jogos. Faz parte do que sentes como atleta, mas creio que quando começar o jogo todos estes possíveis nervos ficam de fora e é centrarmos energias no que se passa no jogo.”

Questionado se a força física do Friburgo teria como antídoto o jogo de posse do Sp. Braga, o técnico respondeu que “todas as equipas têm as suas armas, as armas de qualquer equipa nas meias-finais da Liga Europa são suficientemente perigosas. Eles seguramente também vão ver armas em nós, vamos ter de ser uma das melhores versões do Sp. Braga esta época e tudo passa pelo nosso processo. A minha experiência no futebol diz-me que há momentos para as duas equipas e há que capitalizar quando os momentos são teus (e foi o que fizemos na eliminatória anterior) e ser capaz se o momento pertencer mais ao rival, para que não cause danos. Penso que parte do que aconteceu em Sevilha passou por aí e, ainda que sejam equipas diferentes, há elementos da eliminatória anterior que podemos utilizar e nos quais temos de continuar a ser muito bons.”

O clube anunciou que os 250 lugares disponibilizados para o voo charter com destino a Friburgo, a fim de os adeptos poderem assistir ao jogo da segunda mão, esgotaram em menos de 24 horas. Tal demonstra a crença e a mobilização dos adeptos, conforme sublinhado por Ricardo Horta. O Sp. Braga procura a segunda presença numa final da Liga Europa, e a primeira mão da meia-final com o Friburgo está agendada para quinta-feira, às 20 horas, no Municipal de Braga, num jogo que se espera com lotação esgotada.

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