O treinador do Sporting de Braga, Carlos Vicens, analisou o empate com o Famalicão, reconhecendo as falhas da equipa, mas sublinhando a importância do ponto conquistado nos descontos. O jogo, que terminou com o resultado de 2-2, deixou o técnico com sentimentos contraditórios, especialmente pela forma como a partida se desenrolou, com os bracarenses a liderarem cedo com um golo de Fran Navarro, mas a permitirem a reviravolta antes do empate de Ricardo Horta, de penálti, já no final.
Vicens admitiu que a equipa mostrou “mais imprecisões e mais falta de frescura nos últimos metros do que noutros jogos”, salientando o desgaste físico após o recente confronto com o Betis na Liga Europa. Contudo, fez questão de frisar a vontade de vencer da sua equipa: “A equipa entrou para ganhar, a intenção foi clara de que queríamos pressionar alto e ter a bola”, afirmou o técnico. Vicens reconheceu que o Famalicão soube aproveitar os momentos de fragilidade: “Num momento em que estás com 10 porque está um jogador no solo, sofremos uma transição em que podíamos defender melhor”. A reta final da partida, e a forma como os ânimos se exaltaram entre as duas equipas, demonstrou a intensidade do jogo.
Na segunda parte, foram feitas alterações táticas e de jogadores, com Vicens a explicar: “Refrescámos a equipa, demos oportunidade a jogadores com energia e vontade”. No entanto, o segundo golo sofrido foi um revés: “Numa vez em que nos superam com a bola controlada a meio-campo, fazem o segundo golo e o jogo fica mais difícil”. Apesar das dificuldades, a equipa arsenalista nunca desistiu, culminando no golo do empate nos descontos, que gerou algumas trocas de palavras mais acesas entre Ricardo Horta e Hugo Oliveira. “Nunca deixámos de acreditar. Conseguimos no último lance e creio que era muito injusto não fazer pontos neste jogo”, concluiu Vicens. Sobre o futuro imediato, o treinador foi perentório quanto às prioridades: “Não, a matemática diz que não está fechado ainda. As forças estão canalizadas e focadas para o jogo de quinta-feira”.