Antigos jogadores do SC Braga acreditam na vitória da Liga Europa

  1. Hélder Barbosa jogou no SC Braga 2010-2013.
  2. Barroso e Zé Nuno Azevedo são ex-jogadores.
  3. SC Braga venceu Betis na Liga Europa.
  4. SC Braga enfrentará Friburgo nas meias-finais.

A recente vitória do SC Braga sobre o Betis, que garantiu a sua presença nas meias-finais da Liga Europa, reacendeu a esperança e o entusiasmo não só entre os adeptos, mas também em antigos jogadores que marcaram a história do clube. Hélder Barbosa, figura proeminente das temporadas de 2010 a 2013 e que fez parte da equipa finalista da Liga Europa em 2011, expressou a sua forte convicção no apuramento da equipa atual. O ex-extremo, que testemunhou a reviravolta no jogo contra o Betis, relembrou momentos históricos semelhantes, como a vitória sobre o Sevilha que deu acesso à Liga dos Campeões. Para Hélder Barbosa, o jogo contra o Betis teve um sabor especial: “Sim, este jogo remete muito para esse, na mesma cidade e tudo. [Diante do Betis] Foi um grande jogo do SC Braga. Eu estava muito otimista, mas quando vi aquele 2-0 confesso que desacreditei um bocadinho. O 2-1 fez-me acreditar outra vez e foi um grandíssimo jogo e acaba por ser melhor ganhar com esta emoção toda. Mas, sofremos um bocadinho”, afirmou.

A paixão pelo SC Braga também é partilhada por Barroso e Zé Nuno Azevedo, outros nomes sonantes da história minhota. Barroso, em declarações, descreveu o misto de emoções vivido durante o jogo que culminou na passagem à próxima fase: “Foi um sentimento muito forte, de uma alegria imensa. A primeira meia hora foi sofrida, mas, pelo que fez depois disso, o SC Braga justificou perfeitamente a remontada e o apuramento”, disse o antigo capitão. A capacidade de superação da equipa é um ponto sublinhado por Barroso: “A equipa reagiu muito bem, teve esse mérito, e deu uma grande prova de forma mental. A segunda parte foi excelente e estão todos de parabéns. Desde os jogadores, passando pela equipa técnica, mas também a restante estrutura diretiva. Fizeram história”. Zé Nuno Azevedo, por sua vez, complementou a ideia de uma montanha-russa emocional: “Passou-me tudo pela cabeça e pelo coração. Foi um jogo em que o SC Braga foi do inferno ao céu. Sentimos que estivemos muito perto do abismo, principalmente depois do segundo golo e no momento em que ainda surge o terceiro, que acabou por ser anulado, mas conseguimos subir ao cume da montanha”, admitiu o ex-lateral. Para ele, a noite de Sevilha será inesquecível: “Foi uma das noites mais gloriosas da história do SC Braga. Curiosamente na mesma cidade onde há 15 anos foi garantida a entrada na UEFA Champions League, frente ao Sevilha”.

Olhando para o futuro e para o confronto com o Friburgo nas meias-finais, Hélder Barbosa considera que as probabilidades estão equilibradas e desvaloriza a etiqueta de favorito atribuída a outras equipas: “Eu acho que nesta fase é 50-50 [por cento de hipóteses para cada lado]. Toda a gente aponta para o Aston Villa como favorito [à vitória final], mas quando se chega a umas meias-finais, isso perde um bocadinho a força, porque toda a gente começa a acreditar e o SC Braga, neste momento, acredita mais do que ninguém que pode ganhar esta Liga Europa”, analisou. No entanto, o respeito pelo adversário é evidente: “É preciso não esquecer a Liga” em que joga: “a Bundesliga é simplesmente uma das melhores ligas do mundo. Aliás, a maneira como eles passaram o Celta de Vigo [com vitórias por 3-0 em casa e 3-1 fora] mostra o poderio desta equipa, não vai ser fácil”, anteviu. Barroso também projeta um jogo difícil: “Toda a gente sabe que as equipas alemãs são muito agressivas e práticas. Mas o SC Braga tem vindo a subir de rendimento e acredito que tem tudo para poder eliminar o Friburgo e assinalar mais um momento histórico para o clube. Final? O SC Braga joga à equipa grande e tem tudo para poder sonhar”, concluiu o mítico ponta de lança. Zé Nuno Azevedo partilha da mesma cautela: “O Friburgo não vai ser fácil. Podemos olhar e dizer que não é uma equipa com tanto nome quanto isso e que está no 8.º lugar da Bundesliga, mas não poderá ser essa a análise. É uma equipa forte, com jogadores muito físicos, e é preciso ter muitas cautelas. Esperam-se mais dois jogos de superação em busca do sonho de Istambul”, rematou. Hélder Barbosa elogia ainda a abordagem do SC Braga: “Vimos nesta época o SC Braga a dificultar muito nos jogos com o FC Porto, o Benfica ou o Sporting, porque lhes rouba a bola”, destacando também a experiência de vários jogadores, o que “ajuda muito a gerir determinados momentos do jogo”, quando é “para atacar ou quando se deve guardar a bola”. Para o antigo jogador, o estilo de jogo do SC Braga é cativante: “O SC Braga tem um futebol bonito, aquele futebol que toda a gente gosta de ver. É muito fácil irmos ver um jogo do SC Braga e ficarmos encantados porque a equipa tem um jogo ofensivo muito bom. Por isso, estou esperançoso que o SC Braga consiga chegar à final de Istambul”, afirmou. Comparar a equipa atual com a de 2010/11 é um desafio para Barbosa: “A nossa equipa era fortíssima, mas é difícil comparar, porque são tempos muito diferentes. Na nossa altura, o SC Braga começava a aparecer na Europa. Agora, já é uma equipa que toda a gente conhece, já está habituada a estar nesta competição e acaba por ser diferente”, disse. No entanto, a união é um traço comum: “Éramos muito unidos. Do nosso ano, costumo destacar muito sobretudo o balneário, a maneira como nós o vivíamos, como puxávamos uns pelos outros, sempre alegres, sempre com músicas. Agora, este balneário também parece ser muito bom e há que dar mérito também ao presidente”, António Salvador, frisou. A base de sucesso mantém-se, segundo o ex-jogador: “O departamento médico, os técnicos de equipamentos, é tudo da minha altura. Ou seja, ele [António Salvador] conseguiu manter aquilo que é o 'coração' dos clubes. Aquelas pessoas que fazem aqueles trabalhos a que não se dá muito valor, que não são vistas e que não têm horários, mas para nós, jogadores, são as pessoas mais importantes, e essa base continua toda no SC Braga”, reforçou Hélder Barbosa.

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