O SC Braga encontra-se numa situação delicada na UEFA Europa League, após uma derrota fora de portas frente ao Ferencváros. Esta é a primeira vez esta temporada que os Gverreiros do Minho perdem um jogo europeu fora de casa e a primeira derrota por mais de um golo de diferença. A equipa minhota tentará reverter a desvantagem frente ao heptacampeão Ferencváros, uma equipa que se mostrou eficaz no jogo de ida. Num encontro que se esperava desafiante, a exibição geral da equipa bracarense foi considerada cinzenta e desinspirada
, e a falta de eficácia complicou ainda mais o cenário para os Minhotos.
A história recente do clube mostra que a equipa já reverteu resultados adversos, como foi o caso contra o Sheriff na temporada 2021/22. Os “arsenalistas”, no 100.º jogo sob o comando de Carlos Carvalhal, começaram da pior maneira a fase a eliminar da Liga Europa, ao caírem por dois golos em Tiraspol, fruto de uma exibição “cinzenta”. O luxemburguês Sébastien Thill, aos 43 minutos, de grande penalidade, a castigar um corte com o braço na área de Castro, e o maliano Adama Traoré, aos 83, após erro crasso de Bruno Rodrigues, selaram o triunfo dos moldavos. Após esse jogo, Carlos Carvalhal afirmou que “Isto não está fechado, mantemos a ambição de passar à próxima fase, temos competência para seguir em frente e vamos fazer uma noite à Braga, com os adeptos do nosso lado. Com a nossa competência, vamos procurar passar a eliminatória”
. Uma semana depois, os bracarenses deram continuidade às palavras do técnico e empataram a eliminatória ainda na primeira parte, com golos de Iuri Medeiros, aos 17 minutos, e Ricardo Horta, aos 43. Parecia que, na segunda metade, seria uma questão de tempo até aparecer o terceiro golo, mas isso não aconteceu, e o 2-0 também não sofreu alteração no prolongamento, pelo que tudo se decidiu no desempate por grandes penalidades. Com o guarda-redes Matheus em destaque, ao defender os remates de Gustavo Dulanto e Stjepan Radeljic, o Sporting de Braga acabou por se impor, apesar de Abel Ruiz e David Carmo também falharem, com Francisco Moura, agora no FC Porto, a selar o 3-2 final.
O clube tem um histórico de superação e já foi capaz de virar eliminatórias desafiantes no passado. Tal como fez Artur Jorge em 1997, contra o Vitesse. Tal como fizeram Wender, Jorginho e Linz em 2007, contra o Hammarby. Tal como fizeram, em 2011, Alan e Lima contra o Lech Poznan e Custódio contra o Benfica. Tal como fizeram Hassan, Josué, Stojiljkovic e Rafa em 2016, contra o Fenerbahçe. E tal como fizeram Iuri e Horta (quem mais?) em 2022, frente ao Sheriff. O capitão Ricardo Horta continua a ser uma peça fundamental na equipa. A sua contribuição foi notável em diversas ocasiões, incluindo o jogo contra o Sheriff na temporada anterior. A sua presença na convocatória da Seleção Nacional é amplamente antecipada, e os elogios públicos de Roberto Martínez solidificam a expectativa de ver Horta na lista final para o Mundial. A equipa do SC Braga irá jogar em casa, no D. Afonso Henriques, que tem sido um fator importante para ajudar a equipa a reverter resultados negativos.