A equipa minhota prepara-se para um dos maiores desafios da temporada, procurando reverter uma desvantagem de dois golos frente ao Ferencváros na Liga Europa. A confiança no balneário é palpável, com Victor Gómez e o treinador Carlos Vicens a sublinharem a importância da crença e da união para alcançar a tão desejada reviravolta.
Víctor Gómez, que regressa à convocatória após castigo, partilhou a sua perspetiva, revelando o que a equipa precisa para esta segunda mão crucial. “A vantagem de ver o jogo de fora passa por perceber o que a equipa precisava na primeira mão. O mais importante está nos detalhes, porque perdemos bolas que resultaram nos golos. A organização defensiva e a eficácia vão ser importantes, porque temos de marcar dois golos e não sofrer para, no mínimo, igualar a eliminatória”, afirmou. O lateral-direito espanhol, que é o jogador mais utilizado na presente temporada, com 44 partidas, três golos e seis assistências, enfatiza a resiliência do clube: “O Sp. Braga já passou por momentos idênticos no passado e venceu. Todos acreditamos que é possível continuar na Liga Europa. Como disse o mister no balário, quem não acredita que não venha ao jogo.” Victor Gómez reiterou ainda: “Não acredito que ninguém desacredite na passagem, nem os adeptos do SC Braga, que já tiveram momentos como estes em épocas anteriores e conseguiram passar as eliminatórias. Todos acreditam nesta reviravolta. Quem não acredita, como disse o mister no balneário, que não venha ao jogo. Temos todos que estar do mesmo lado.”
O treinador Carlos Vicens, por sua vez, complementou as declarações do jogador, realçando a necessidade de uma performance superior e de uma mentalidade forte. “A equipa tem de ser eficaz em vários aspetos, não só no ataque. Temos de ser mais dinâmicos e confiantes, e devemos defender melhor a área, com agressividade e imponência nos duelos. A equipa está preparada para fazer um jogo melhor. É possível vencer e manter os níveis de estabilidade emocional”, disse Vicens. O treinador também recordou a conversa que teve com os jogadores após a derrota na Hungria: “Como se faz a gestão emocional do grupo? Não sei, não sou psicólogo. Sei que, depois da derrota, pedi a todos para me olharem nos olhos e transmiti-lhes uma ideia muito clara: todos aqueles que não acreditam, nos seis dias de preparação que teríamos, seria melhor que ficassem em casa.” Sobre o horário invulgar do jogo, o técnico mostrou-se expectante: “Sabemos que o horário não ajuda, mas estou convencido de que os adeptos vão fazer um esforço. Juntos seremos mais fortes.” O treinador espanhol teceu ainda rasgados elogios a Victor Gómez: “Tudo é possível. Está a fazer uma temporada muito boa e procuramos conhecer os jogadores o melhor possível, para perceber o que vamos potenciar e como vamos alcançar a melhor versão de cada um. O Victor tem uma excelente capacidade de recuperação e pode jogar muito a cada três dias. É um rapaz que recupera facilmente e está predisposto a ajudar a equipa. Isso é importante. O Victor sente-se bem e está a fazer uma temporada muito boa.”
A preparação para o jogo foi intensiva e detalhada, com a equipa focada em corrigir os erros da primeira mão. O treinador Carlos Vicens notou os desafios táticos: “Temos de ser melhores a bloquear as transições do Ferencváros. Temos de gerir melhor a posse também, para não conceder transições. O jogo vai ter vários momentos, também vamos ter de defender a nossa área. Vamos marcar golos, não tenho dúvidas, mas a defesa, a posse e o aspeto mental vão ser importantes.” E avisou: “Sabemos que a pressão alta do Ferencváros exige maior personalidade da nossa parte. Jogamos muitas vezes contra equipas que se alinham “homem a homem” e em todos os jogos encontramos soluções para ocupar o meio-campo ofensivo. Na semana passada, na segunda parte, estávamos a conseguir esse espaço, mas concedemos a transição que resultou no 2-0.” Para o confronto decisivo, Vicens deixou claro o que espera da sua equipa: “Temos que ter um bom jogo do Braga. Não basta apenas criar quatro ou cinco oportunidades de golo, temos de ser capazes de jogar com intensidade, fortes nos duelos, defender bem na área, bem na bola parada, perceber os momentos do jogo. Temos que competir bem e estar muito atentos aos detalhes.”