SC Braga confiante na reviravolta para a Liga Europa

  1. SC Braga perdeu 0-2 na primeira mão
  2. Nuno Campos acredita na reviravolta
  3. Víctor Gómez confiante na "remontada"
  4. Carlos Vicens apela aos adeptos

A derrota por 0-2 na primeira mão dos oitavos de final da UEFA Europa League, diante do Ferencvaros, na Hungria, deixou o SC Braga com uma missão espinhosa, mas não abalou a confiança de Nuno Campos, técnico português que comanda o ZTE da Hungria e que já venceu o Ferencváros por duas vezes na presente edição do campeonato. Nuno Campos partilhou a sua receita para a reviravolta, destacando a importância de marcar cedo e manter o equilíbrio emocional. “Um golo na primeira parte pode virar a eliminatória”, afirmou, sublinhando que “Um 0-2 é sempre uma desvantagem importante, mas o SC Braga tem qualidade mais do que suficiente para discutir a eliminatória, ainda por cima com a decisão no seu estádio. No futebol europeu já vimos muitas reviravoltas.”

O técnico luso também analisou o desempenho do SC Braga na primeira mão: “O que senti foi que o SC Braga não conseguiu impor tanto o seu jogo como normalmente consegue. O SC Braga é uma equipa que gosta de ter bola e de controlar o ritmo, mas nesse jogo não conseguiu fazê-lo tantas vezes.” Contudo, Nuno Campos acredita que a chave para o sucesso reside em explorar a profundidade. “O SC Braga precisa de atacar e explorar as costas do adversário, esta é, para mim, a grande chave que pode ajudar a uma reviravolta na eliminatória. Se o conseguir fazer, com jogadores da qualidade do Zalazar e do Ricardo Horta, a qualificação fica completamente em aberto”, concluiu. A experiência e a serenidade dos jogadores do Braga serão cruciais para o desfecho da eliminatória, como Nuno Campos apontou: “Se o SC Braga marcar na primeira parte, a eliminatória muda completamente de cenário. Será fundamental manter equilíbrio emocional, não conceder espaços nas transições e ir construindo o jogo com paciência. O SC Braga tem jogadores muito experientes, habituados a este tipo de jogos, o controlo das emoções não será um problema”.

Víctor Gómez, lateral do SC Braga, um dos jogadores que não esteve presente na primeira mão devido a castigo, expressou a confiança da equipa numa reviravolta. “Acho que ninguém pensa que não é possível, todos acreditam na ‘remontada’. O Sp. Braga já passou por momentos como estes e, com a ajuda dos adeptos, todos temos que acreditar que é possível passar a eliminatória”, declarou o jogador na antevisão da partida. Gómez também destacou a importância de aprender com os erros da primeira mão: “A vantagem de ver o jogo de fora é que podemos perceber muito mais o que a equipa precisava. O mais importante são os detalhes, tivemos perdas de bola que nos fizeram cometer erros e sofrer golos. Temos que ser sólidos na defesa e eficazes a atacar, termos que fazer dois golos e não sofrer nenhum para, no mínimo, igualar a eliminatória.” Em relação aos seus objetivos pessoais, o defesa espanhol mantém o foco no jogo decisivo: “Não sei o quero atingir até ao final da época, o mais importante agora é o jogo de amanhã e tentar ajudar da melhor maneira possível para conseguir a ‘remontada’.”

Também Carlos Vicens, treinador adjunto do SC Braga, demonstrou otimismo e deixou um apelo aos adeptos para encherem a Pedreira. “Sabemos que o horário do jogo não ajuda, mas estou convencido de que os adeptos vão fazer um esforço para virem apoiar e juntos somos sempre mais fortes”, afirmou. Vicens sublinhou a necessidade de a equipa ser mais eficaz e intensa. “Falámos muito com os jogadores sobre coisas que aconteceram no primeiro jogo e temos de ser capazes de melhorar. A equipa tem de ter mais eficácia em muitas coisas, não só no acerto na zona de golo, criar dinamismo e quando tivermos de defender que nos sintamos sólidos. Uma equipa que transmite um nível de intensidade e agressividade mais alto do que fizemos lá”, explicou. O técnico espanhol revelou a mensagem transmitida aos seus jogadores: “Desde o primeiro momento em que cheguei ao balneário após a derrota na Hungria pedi que todos me olhassem nos olhos e disse que quem não acreditasse que conseguiríamos dar a volta, durante estes seis dias, que o melhor era ficar em casa.” Vicens também enfatizou a importância de gerir a posse de bola e ser mais presente no meio-campo ofensivo. “Já apresentei as soluções aos meus jogadores, com a pressão alta que nos colocaram temos de estar mais concentrados e marcar mais presença no nosso meio-campo ofensivo, estando atentos às transições, que foi assim que sofremos o segundo golo na Hungria”, disse. “Com um pouco mais de acerto vamos fazer golos, não tenho dúvidas disso”, concluiu, reforçando a capacidade da equipa: “Damos uma ideia de que durante cerca de 100 minutos de jogo tudo pode acontecer, pois esta equipa já provou que pode fazer coisas muito boas.”

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