Carlos Vicens, treinador do SC Braga, abordou o empate vibrante a duas bolas frente ao Sporting, num jogo a contar para a 25.ª jornada da I Liga. O técnico minhoto destacou a melhoria da sua equipa na segunda parte, após um primeiro tempo de dificuldades.
Assumindo que enfrentaram um adversário de grande nível, Vicens revelou a sua análise sobre o desempenho inicial da equipa: “Não. Jogámos contra uma equipa que nos iria dificultar a saída de bola. Teríamos de ter um nível de personalidade e de ser SC Braga muito alto, senão seria muito difícil. Se fosse só na pressão e nos duelos não iria resultar, porque enfrentámos uma equipa que, coletivamente e individualmente, faz as coisas bem. Tentei durante a semana, durante a preparação da partida, transmitir confiança, para termos a bola e não nos escondermos. Ao intervalo, insistimos nisso e na segunda parte tivemos mais confiança. Sempre com a ameça de sofrer uma transição, mas a equipa voltou a acreditar. Perceberam a mensagem que passei e conseguimos um ponto, que é um prémio. Faltam muitos jogos importantes e temos de recuperar já para quinta-feira.”
O técnico arsenalista também comentou o segundo golo sofrido pela sua equipa, que colocou o Sporting novamente em vantagem: “Não teve nada a ver com querer sair com a bola controlada. Não foi a primeira vez que sofremos um golo no final da primeira parte, ainda por cima contra uma equipa que, se facilitas, o jogo fica muito difícil. São detalhes que têm de servir de lição para melhorarmos. Quando o nível das equipas se equipara e o jogo é decidido nos detalhes, esses detalhes têm de estar do teu lado. Temos de aprender.”
Questionado sobre a energia da sua equipa na parte final do encontro, Vicens mostrou-se satisfeito: “Sim. Sabíamos que eles vinham de um jogo intenso, contra o FC Porto, a meio da semana, e nós tivemos mais dias sem jogar. Fizemos valer esse extra de energia. Sabem como sou, não gosto de perder o controlo dos jogos e ser alguém que só se foca no último terço. Com as substituições, quisemos pôr jogadores ofensivos, mas sem perder o controlo do jogo.”
Reconhecendo a persistência do SC Braga, o treinador concluiu: “É verdade. Ambos os jogos [Nacional e Sporting] devem servir para aprendermos que, primeiro, insistir até ao final dá frutos, mas há um processo durante a partida, que temos de ser melhor para não necessitarmos sempre de individualidades ou sorte no final.”