O técnico Carlos Vicens, do Sporting de Braga, abordou a próxima partida contra o Sporting, destacando a importância de aproveitar a menor frescura física do adversário. O jogo, que ocorrerá neste sábado, é válido pela 25.ª jornada da I Liga de futebol e tem gerado bastante expectativa.
O Sporting, que enfrentou o FC Porto na última terça-feira na Taça de Portugal, pode apresentar algum desgaste, e Vicens pretende usar isso a favor da sua equipa. “Obviamente que eles vêm com menos dias de preparação para o jogo e há uma diferença que temos que tentar aproveitar. Vamos estar mais frescos, os níveis de energia podem estar um pouco mais altos e queremos aproveitar isso. Vai ser um jogo intenso, entre duas equipas que tentam impor-se a atacar e, em determinados momentos, a energia pode ser um aspeto importante, sim”
, referiu o treinador espanhol. A possibilidade de ter uma maior frescura física é vista como um trunfo para os bracarenses, que buscam somar pontos importantes nesta fase do campeonato.
Em análise sobre o adversário, Vicens elogiou a qualidade do Sporting, mencionando a opinião do técnico do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, que considerou os leões a equipa mais forte do campeonato. “Não sei se é a mais forte, mas é uma das equipas que mais gosto de ver, sem dúvida. Porque tem muita posse de bola, tenta impor-se, tem muito jogo interior, tem individualidades e joga para explorá-las. Tem demonstrado que é uma equipa muito competitiva e os números também falam por si, seguem na Liga dos Campeões, na Taça de Portugal e na luta pelo título”
, elogiou Vicens. Esta declaração sublinha o respeito pela equipa adversária, mas também a confiança na sua própria equipa.
O técnico bracarense também realçou uma característica comum entre as duas equipas que se defrontarão: a posse de bola. “As duas equipas com mais posse de bola”
do campeonato vão encontrar-se, e Vicens frisou a necessidade de melhorar a reação à perda da bola. Sobre o plantel, Vicens confirmou a ausência de Barisic, mas adiantou que Gorby, Niakaté e El Ouazzani regressaram aos treinos. “Ainda temos o Paulo Oliveira que substituiu o Barisic no último jogo. Temos alternativas, mas ainda nos falta um treino e vamos ver o feeling dos jogadores e o nosso para depois tomar decisões”
, explicou, indicando que a decisão sobre a equipa inicial será tomada após o último apronto.
Vicens também comentou a evolução de Zalazar, destacando o seu empenho e consistência. “Ele tinha umas arrancadas que podiam mudar jogos, mas falámos com ele para que fosse mais constante durante o jogo. Precisamos dele continuamente. Hoje, o Zalazar continua a ter essas arrancadas, mas participa durante mais tempo, é mais constante e conectado no jogo”
, disse o técnico, evidenciando o trabalho realizado para otimizar o desempenho do médio uruguaio.
Recordando a efusiva celebração após o jogo com o Nacional, Vicens explicou o seu gesto. “Vínhamos de uns dias difíceis para eles pelo que aconteceu no dérbi [com o Vitória de Guimarães], são sempre eles que nos apoiam durante toda a temporada e quis demonstrar que estamos com eles nas horas boas e nas más, que estamos unidos e que juntos somos mais fortes”
, partilhou, reforçando a união entre a equipa e os adeptos.
Por outro lado, Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense, anteviu o confronto contra o Nacional da Madeira, salientando a competitividade do adversário. A partida é de grande importância para as aspirações do Moreirense em alcançar os 37 pontos que garantem o principal objetivo da temporada. “Para ser justo, é capaz de ser a equipa que mais surpresa me causa por não estar a conseguir traduzir em resultados aquilo que apresenta”
, afirmou Botelho da Costa, elogiando o trabalho de Tiago Margarido, técnico do Nacional.
O treinador do Moreirense expressou a sua admiração pelo trabalho da equipa adversária. “Sou fã do trabalho do Tiago, acho que ele tem feito um trabalho fantástico. A equipa demonstra muita competência nos diferentes momentos do jogo e quando assim é, eu acredito que as equipas estão muito mais próximas de ganhar”
, explicou. Para Botelho da Costa, a competitividade é a principal arma do Nacional. “Se eu tiver que identificar um dos pontos fortes da equipa do Nacional é sem dúvida a competitividade”
, sublinhou, reconhecendo a valia do adversário.
A renovação de contrato de Afonso Assis foi outro tema abordado por Vasco Botelho da Costa, que manifestou grande agrado pela permanência do médio. “O Assis encaixa que nem uma luva naquilo que é este projeto do Moreirense e esta mudança que nós estamos a assistir no panorama geral do clube. Ainda para mais formado em nossa casa, português, e, portanto, como é óbvio, é algo que eu vejo com agrado”
, afirmou. O técnico considera Assis uma peça fundamental no projeto do clube.
Questionado sobre a possibilidade de uma vitória no fim de semana, que coincidiria com o seu aniversário, Vasco Botelho da Costa preferiu focar-se nos objetivos da equipa. “Ficava contente com a vitória, mas não era preciso ter sido o meu aniversário, porque nós queremos muito ganhar jogos. Neste momento, aquilo que está ao nosso alcance são os 37 pontos. Esses 37 pontos iriam garantir que o nosso objetivo era atingido e depois de o atingirmos, logo teremos tempo para redefinir novas metas”
, concluiu, reforçando a ambição e o profissionalismo.