A tensão geopolítica no Médio Oriente tem ecoado nos campos de futebol, com desportistas portugueses a expressarem as suas preocupações. Álvaro Djaló, atualmente emprestado no Qatar, e Miguel Cardoso, a atuar na Turquia, partilharam as suas apreensões sobre a segurança na região e como esta pode influenciar as suas vidas profissionais e pessoais.
Álvaro Djaló, em declarações ao Chiringuito, revelou o seu desconforto com a situação atual. “É uma sensação muito estranha por causa do barulho das bombas. Estou um pouco assustado. A minha família liga-me, pede-me para voltar para casa, mas o Qatar é um país seguro”
, afirmou o ex-jogador do Sp. Braga. Apesar das reservas, Djaló mantém o foco em regressar ao Athletic Bilbao. “Quero voltar ao Athletic, tal como cheguei na pré-época: focado e motivado, muito melhor do que quando saí. O objetivo é lutar pelo meu lugar e assumir o meu papel. Ninguém acreditava que eu conseguisse chegar aqui, mas consegui”
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Miguel Cardoso, que representa o Kayserispor na Turquia, também não descarta um regresso a Portugal caso o panorama se agrave. O avançado, em conversa com a Lusa, mostrou-se ciente dos riscos: “Tenho esse receio, mas penso que será difícil chegar aqui, a mim, sinceramente. Mas caso haja uma escalada do conflito, claramente que vou tentar regressar ao meu país, onde penso estar mais seguro. Neste momento estou sozinho, o que facilita se houver uma mudança na minha segurança”
. Cardoso notou ainda a aparente normalidade no seu local de residência, contrastando com as notícias: “Por aqui está tudo normal. Soubemos da notícia pela imprensa portuguesa e comentámos antes do treino, mas não houve qualquer tipo de indicações ou comentários por parte do clube, ou do governo turco. Espero que isto não continue por muito mais tempo e que não alastre, para o bem de todos nós”
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