PSP retira tarja de claque bracarense, gerando polémica e acusações de agressão

  1. Claques do SC Braga acusam PSP
  2. 21 de fevereiro: dérbi minhoto
  3. Vitória do SC Braga por 2-1
  4. Senhora octogenária hospitalizada

Numa decisão que gerou discórdia, a Polícia de Segurança Pública (PSP) mandou retirar uma tarja das claques do Sporting Clube de Braga antes do início do dérbi minhoto contra o Vitória de Guimarães, no passado domingo, 21 de fevereiro. Esta ação da autoridade policial foi prontamente contestada pelas claques bracarenses, Red Boys e Bracara Legion, que emitiram um comunicado conjunto a criticar veementemente a atuação da PSP, acusando-a de transformar um ambiente festivo em um “clima de revolta e injustiça”. Segundo as claques, a proibição da coreografia não teve justificação plausível ou juridicamente sustentável, sabotando um trabalho de semanas que visava engrandecer o clube. A irritação foi tanta que as claques abandonaram as bancadas em protesto ainda no início da primeira parte do jogo, que os minhotos venceram por 2-1.

As claques não se ficaram por criticar a proibição da tarja, e avançaram com acusações ainda mais graves contra a conduta das forças de segurança. No comunicado, relataram que vários sócios e voluntários foram retidos, identificados e “brutalmente espancados” pelos agentes policiais na zona da Alameda do estádio. Referem ainda que os vídeos que circulam online “não refletem, nem de perto, a barbárie perpetuada pelos polícias”, e que esta atuação resultou na hospitalização de uma senhora octogenária. As claques reiteram que a coreografia foi preparada em conformidade com as regras de segurança e que tinha recebido o aval da Liga Portugal e da Cruz Vermelha, não havendo elementos que pudessem ferir as normas de conduta ou o desportivismo. A tarja, que homenageava figuras históricas de Braga, como o Rei Suevo Hermerico e o Arcebispo D. Paio Mendes, tinha, segundo as claques, o objetivo de instruir sobre a história da região, e que a decisão da PSP só pode ser explicada por “profunda ignorância, ou então, muito má-fé”.

A polémica rapidamente escalou, levando o autarca de Braga, João Rodrigues, a reagir publicamente. Embora ainda não tivesse conhecimento de “todos os factos em detalhe”, o edil bracarense manifestou alguma estupefação perante a atuação das forças de segurança, afirmando que a tarja “não tinha conteúdo ofensivo”. As claques exigem a intervenção das instituições que tutelam o futebol português, do executivo camarário e das diversas forças políticas, e esperam que a direção do Sporting Clube de Braga “não desarme de ir até às últimas consequências para que se punam os responsáveis”. Reforçam o seu compromisso em lutar por justiça e pela defesa da festa do futebol, contra o que consideram ser uma tentativa de “matar o futebol” por parte das autoridades policiais.

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