Carlos Vicens, o técnico do Braga, fez a antevisão do confronto deste sábado, às 20h30, contra o Vitória de Guimarães, abordando diversas questões que marcam o ambiente futebolístico e a preparação da sua equipa. O racismo, tema recorrente no desporto, foi um dos pontos altos da sua intervenção. Vicens sublinhou a importância do respeito e da não-discriminação como valores fundamentais.
Relativamente ao racismo, Vicens afirmou: “Não estive ali [no Estádio da Luz] e não vi na primeira pessoa. O que posso realmente dizer, desde a nossa posição aqui, em Braga, é que todos os profissionais tentam ajudar a que um dos valores que imperem no desporto seja o respeito. E, obviamente, não dar vida ao racismo. Como cidadãos, temos de ajudar a que estes temas não existam. Tem de haver respeito e, obviamente, sem racismo”. O treinador também comentou a proposta de uma Lei Prestianni, que visaria impedir jogadores de tapar a boca nas conversas em campo, revelando cautela sobre o tema. “Não sei, não tenho opinião sobre isso, até porque há assuntos que queres comentar com um companheiro e não queres que as câmaras ouçam, sem que tenha a ver com o adversário. São temas delicados, não é tão fácil impor leis. O que tem de imperar são os valores do desporto e da sociedade e dizer não ao racismo”.
A preparação para o dérbi minhoto também esteve em foco, com Vicens a destacar a importância da recuperação mental da equipa após um resultado negativo. Sobre o jogo com o Vitória de Guimarães, o treinador manifestou o desejo de uma vitória para os adeptos: “É um jogo que todos esperamos, porque vimos de um resultado negativo. Queremos ganhar e dar uma alegria aos nossos adeptos, porque eles merecem pelo apoio que nos estão a dar e que certamente vão dar amanhã para haver essa comunhão entre os adeptos e a equipa, de forma a termos a nossa melhor versão contra o Vitória”. A entrevista de Zalazar sem autorização do clube foi igualmente abordada, com Vicens a garantir que o assunto foi gerido internamente: “O assunto foi tratado internamente com o clube. O Rodrigo [Zalazar] esteve focado toda a semana em trabalhar e a preparar-se para o jogo de amanhã. Está motivado, com energia e com cabeça única e exclusivamente posta em oferecer a sua melhor versão, se ele jogar amanhã. Está completamente à disposição da equipa e preparado, focado e motivado para o jogo de amanhã”. O técnico bracarense concluiu, reforçando a necessidade da equipa de “mudar o chip”: “A equipa começou a semana mais tocada pelo que aconteceu no último jogo [derrota contra o Gil Vicente], mas tem de mudar rapidamente o chip e ter uma mentalidade competitiva, com uma grande ambição para esquecer o anterior e focar-se novamente no que vem. Sabemos que ainda resta muito da temporada e temos de jogar por coisas muito importantes”.