Carlos Vicens aborda racismo e dérbi minhoto na antevisão do jogo contra o Vitória de Guimarães

  1. Carlos Vicens sublinha importância do respeito
  2. Treinador comenta proposta de “Lei Prestianni”
  3. Preocupação com recuperação mental da equipa
  4. Assunto Zalazar tratado internamente pelo clube internamente

Carlos Vicens, o técnico do Braga, fez a antevisão do confronto deste sábado, às 20h30, contra o Vitória de Guimarães, abordando diversas questões que marcam o ambiente futebolístico e a preparação da sua equipa. O racismo, tema recorrente no desporto, foi um dos pontos altos da sua intervenção. Vicens sublinhou a importância do respeito e da não-discriminação como valores fundamentais.

Relativamente ao racismo, Vicens afirmou: “Não estive ali [no Estádio da Luz] e não vi na primeira pessoa. O que posso realmente dizer, desde a nossa posição aqui, em Braga, é que todos os profissionais tentam ajudar a que um dos valores que imperem no desporto seja o respeito. E, obviamente, não dar vida ao racismo. Como cidadãos, temos de ajudar a que estes temas não existam. Tem de haver respeito e, obviamente, sem racismo”. O treinador também comentou a proposta de uma Lei Prestianni, que visaria impedir jogadores de tapar a boca nas conversas em campo, revelando cautela sobre o tema. “Não sei, não tenho opinião sobre isso, até porque há assuntos que queres comentar com um companheiro e não queres que as câmaras ouçam, sem que tenha a ver com o adversário. São temas delicados, não é tão fácil impor leis. O que tem de imperar são os valores do desporto e da sociedade e dizer não ao racismo”.

A preparação para o dérbi minhoto também esteve em foco, com Vicens a destacar a importância da recuperação mental da equipa após um resultado negativo. Sobre o jogo com o Vitória de Guimarães, o treinador manifestou o desejo de uma vitória para os adeptos: “É um jogo que todos esperamos, porque vimos de um resultado negativo. Queremos ganhar e dar uma alegria aos nossos adeptos, porque eles merecem pelo apoio que nos estão a dar e que certamente vão dar amanhã para haver essa comunhão entre os adeptos e a equipa, de forma a termos a nossa melhor versão contra o Vitória”. A entrevista de Zalazar sem autorização do clube foi igualmente abordada, com Vicens a garantir que o assunto foi gerido internamente: “O assunto foi tratado internamente com o clube. O Rodrigo [Zalazar] esteve focado toda a semana em trabalhar e a preparar-se para o jogo de amanhã. Está motivado, com energia e com cabeça única e exclusivamente posta em oferecer a sua melhor versão, se ele jogar amanhã. Está completamente à disposição da equipa e preparado, focado e motivado para o jogo de amanhã”. O técnico bracarense concluiu, reforçando a necessidade da equipa de “mudar o chip”: “A equipa começou a semana mais tocada pelo que aconteceu no último jogo [derrota contra o Gil Vicente], mas tem de mudar rapidamente o chip e ter uma mentalidade competitiva, com uma grande ambição para esquecer o anterior e focar-se novamente no que vem. Sabemos que ainda resta muito da temporada e temos de jogar por coisas muito importantes”.