Vicens Elogia Química do Ataque e Alerta para Exigência Máxima

  1. Química especial entre Horta, Zalazar e Pau Víctor
  2. Equipa melhorou no ataque e defesa
  3. SC Braga enfrenta Rio Ave desfavorecido
  4. João Moutinho com contrato a terminar em aberto

Carlos Vicens, timoneiro do SC Braga, debruçou-se sobre a performance da sua equipa e perspetivou os próximos desafios, com especial destaque para o embate contra o Rio Ave. Após uma exibição de gala do trio atacante composto por Ricardo Horta, Rodrigo Zalazar e Pau Víctor, Vicens enalteceu a química especial entre os três, mas fez questão de sublinhar a preponderância do coletivo. “Os jogadores passam por diferentes momentos durante as temporadas”, referiu Vicens, exemplificando: “Fran Navarro deu-nos muito durante a época, por exemplo, na Liga Europa, El Ouazzani também nos ajudou, apesar de ter menos golos. Pau Víctor rodou com esses dois e também nos ajudou como médio ofensivo.” O técnico reforçou que “A equipa melhorou tanto no ataque como na defesa e no último jogo entrámos muito fortes e conseguimos fazer golos, a partida abriu e conseguimos fazer mais golos. No último encontro houve química entre eles no campo, mas também consequência de toda a engrenagem da equipa. Porém, também os outros podem beneficiar desse coletivo. São jogadores de qualidade, mas por si mesmos não podiam fazer nada sem a equipa.”

A visão de Vicens realça não só o talento individual, mas a dependência da performance coletiva para o sucesso do ataque. Reafirmou ainda que “A equipa e os jogadores passam por diferentes momentos na época. Fran aportou muitíssimo quando jogou, o El Ouazzani marcou menos golos por uma razão ou outra, mas há que valorizar mais o processo coletivo. O último jogo e o anterior mostraram a química que há entre eles os três, mas é uma consequência da engrenagem da equipa. Quando joga Fran, Navarro ou Pau todos beneficiam da engrenagem da equipa. Isso é que é de valorizar. Houve uma química especial [Zalazar, Ricardo Horta e Pau Víctor], mas quando joga Fran também há uma finalização importante, assim como o El Ouazzzani ou Samy. Cada um, cada jogador aporta dentro do coletivo.”

O Confronto Iminente Contra o Rio Ave

Abordando o confronto iminente com o Rio Ave, que se encontra num momento de menor fulgor, Vicens vincou a necessidade de manter a exigência. “Não está no seu melhor momento, perdeu jogadores importantes, mas o foco está em nós e como nos vamos apresentar. Temos de fazer um jogo de alto nível e temos de ter ambição para entrar em jogo com o objetivo de vencer. É assim que nos vamos preparar”, afirmou o treinador. O treinador reforçou a ideia de que a equipa deve procurar constantemente a sua melhor versão.

“Temos de exigir mais, sim. A equipa não está acabada, ainda temos de obter a melhor versão do Sp. Braga, estamos a crescer e é nisso que estamos concentrados”, declarou Vicens. "Vimos de fazer um bom final de mês, bom início de fevereiro e temos de aproveitar essa distância de partidas para mostrar um nível de ambição e energia máximos para enfrentar os jogos com um início forte, com uma mentalidade forte.” A partida na primeira volta resultou num empate a duas bolas, o que aumenta a expectativa para este reencontro.

Ausências no Rio Ave

Questionado sobre as saídas de jogadores cruciais no Rio Ave, como Clayton e André Luiz, que eram responsáveis por uma parte significativa dos golos da equipa, Vicens mostrou-se cauteloso e focado na sua própria equipa. “Vamos ver amanhã, são dois jogadores que já não estão. Temos de ver se modificam ou não a estrutura e também as dinâmicas, porque o jogador faz a posição e não o contrário”, ponderou o técnico. "A forma como o jogador entende o jogo e se desmarca acaba por confirmar o estilo de jogo da equipa. Temos de ver o que melhorar para podermos vencer, a partir daí temos de ir na nossa melhor versão para procurarmos a vitória.”

Vicens acrescentou: “São dois jogadores que não estão, mas temos de nos centrar no que estão. Vamos ver se modificam muito a estrutura ou a maneira de jogar. As prestações da equipa no ataque ou na defesa acabam por determinar o que se parece a equipa. Temos de estar preparados para isso. Porém, temos de nos focar em nós, mostrar muita atenção em coisas que podemos melhorar, entrar com grande motivação e uma grande ambição.”

O Futuro de João Moutinho

A situação contratual de João Moutinho, cujo vínculo termina em junho, também foi tema de conversa. Carlos Vicens expressou a sua admiração pelo médio, mas deixou a decisão final para o clube. “Tenho a sorte de ter chegado ao SC Braga no momento em que João Moutinho é jogador desta equipa. Posso treiná-lo, colocá-lo a jogar e privar com ele todos os dias. A renovação é uma decisão do clube”, afirmou Vicens. E reforçou o sentimento: “Tenho a sorte de ter chegado ao Sp. Braga no momento em que João Moutinho é jogador desta equipa. Tenho a sorte de treiná-lo, colocá-lo a jogar e privar com ele todos os dias; de desfrutar com ele. A renovação é uma decisão do clube, vão sentar-se e falar e depois haverá uma decisão.”

O técnico brincou com o jogador, dizendo: "Já teve melhores treinadores, certamente, mas eu brinco com ele várias vezes quando lhe digo que o faço parecer mais jovem, a versão mais jovem dele mesmo. E sinto que ele está a desfrutar da maneira como estamos a jogar. Com a sua experiência, bagagem e liderança ajuda muito o balneário. No futuro, o futebol português vai sentir falta dele quando deixar de jogar, disso não tenho dúvidas.”

Reforços de Inverno: Uma Avaliação

Em relação aos reforços de inverno, Vicens pediu tempo para avaliar o seu potencial total, mas mostrou-se satisfeito com as suas contribuições iniciais. “Para saber todo o potencial das coisas que os três nos podem oferecer, temos de ter mais tempo. Samy Mehreg tem uma energia tremenda e vai ter futuro neste clube. Demir Tiknaz relaciona-se bem com a bola e entende bem os tempos de jogo. Barisic é muito concentrado e tem-nos ajudado na defesa. Os três vão ajudar-nos a médio e longo prazo. Mais alternativas e mais dores de cabeça para fazer as convocatórias. Contentes que estejam aqui”, apontou Vicens. E reiterou: “Creio que para saber todo o potencial que os três nos podem dar temos de ter mais tempo. Demir [Tiknaz] tem uma boa relação com a bola, Samy é um jogador de futuro e Barisic também é muito concentrado e terá aqui um futuro brilhante.”

"[Os três reforços] ajuda-nos a pensar no projeto a médio e longo prazo, tenho mais alternativas, consequentemente mais dores de cabeça também, mas são bons problemas”, concluiu o técnico. A adaptação de Samy Mehreg, o mais jovem dos reforços, requer um acompanhamento especial, conforme Vicens explicou. “É um jogador que tem a sua primeira experiência na Europa, mais jovem e que pouco a pouco vai conhecendo a realidade do futebol português, ao contrário de Demir [Tiknaz] ou Barisic. Temos de o ajudar para ter um futuro brilhante.”

O Impacto das Lesões

Por fim, Vicens abordou a questão dos jogadores lesionados – Niakaté, El Ouazzani, Vítor Carvalho e Gorby – e as suas causas. “Jogo 41 da temporada na segunda-feira e isso tem consequências no estado físico dos jogadores, tal como as condições climatéricas, com os campos mais pesados que exigem mais, tal como o campo duro nos Países Baixos. Tudo isso tem consequências”, explicou o técnico. A intensidade da temporada e as condições de jogo são fatores que, segundo o treinador, contribuem para o desgaste físico do plantel.

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