O Benfica retomou as negociações com Marco Silva, que se encontravam suspensas, num esforço para superar as divergências e alcançar um acordo. O clube encarnado, confrontado com a saída de José Mourinho, está preparado para fazer cedências significativas para garantir o treinador português, com a expectativa de o apresentar na próxima semana. As conversações iniciais indicam uma aproximação entre as partes, que se mostram dispostas a dialogar para chegar a um entendimento, apesar de algumas exigências de Marco Silva continuarem a ser um obstáculo.
As principais questões em discussão não se limitam apenas ao aspeto financeiro, que, embora importante, não é o fator decisivo. Marco Silva mantém-se irredutível quanto à sua autonomia na construção do plantel, assim como na organização da estrutura, no planeamento da próxima época e na inclusão de colaboradores próximos na sua equipa técnica. O Benfica, ciente destas condições, está a preparar-se para um derradeiro esforço no sentido de satisfazer os pedidos do técnico e assegurar a sua contratação. Esta situação prolonga-se desde o início de maio, intensificando-se nos últimos dias, o que tem gerado algum desgaste entre as partes envolvidas. Tanto Marco Silva, que procura definir o seu futuro e pondera uma renovação com o Fulham até 2030, no valor de sete milhões e meio de euros limpos por época, quanto o Benfica, que necessita urgentemente de uma solução para a saída de Mourinho, têm interesse em resolver a questão rapidamente. Não obstante, o Benfica já explorou alternativas, contactando dois treinadores estrangeiros na semana anterior, embora Marco Silva continue a ser a prioridade. Espera-se que as negociações culminem em breve, talvez em poucas horas, embora até ao momento nenhuma decisão final tenha sido tomada.
A postura de Rui Costa na gestão deste processo tem sido questionada, especialmente a sua relutância em conceder maior autonomia ao treinador na decisão sobre a entrada e saída de jogadores. O presidente do Benfica, que tem sido criticado pela sua gestão no futebol, parece não querer perder
o poder sobre as operações futebolísticas. Esta posição é vista como um fator que impede a equipa de alcançar uma maior qualidade nas decisões e, consequentemente, melhores resultados. A falta de provas dadas de Rui Costa agrava a situação, optando, mais uma vez, por uma postura que evita assumir diretamente o destino do clube. O silêncio público do presidente, à exceção dos momentos de lazer, é interpretado como uma falha na sua liderança, mesmo após uma temporada considerada aquém das expectativas. Em contraste, o PSG, com a sua abordagem baseada na relação entre Luis Enrique, Campos e Vitinha, é visto como um exemplo de liderança eficaz, destacando o que o futebol moderno deveria ser.