As negociações entre o Benfica e o treinador Marco Silva para a condução técnica da equipa encarnada terminaram sem sucesso. As divergências financeiras e a autonomia reclamada por Marco Silva na gestão do futebol foram os principais entraves. O treinador exigia um salário de 7,5 milhões de euros limpos por época, enquanto o Benfica oferecia 5 milhões de euros. Além disso, Marco Silva queria ter poder decisivo na construção do plantel, na organização da estrutura e na programação da época, exigências que o Benfica não estava disposto a satisfazer na totalidade.
Marco Silva tinha uma proposta de renovação milionária do Fulham, de 7,2 milhões de euros por época, e a promessa de um investimento de 150 milhões de euros em contratações para o defeso, o que garantia as suas condições de trabalho para o futuro. Todo este processo gerou algum desgaste e, apesar de Marco Silva ter demonstrado sensibilidade inicial para aceitar o convite, as partes mantiveram-se distantes, levando ao impasse e, por fim, à rutura.
Perante a iminente saída de José Mourinho para o Real Madrid, o Benfica já procura ativamente alternativas para o comando técnico da equipa. Os primeiros contactos com outros treinadores já foram estabelecidos e as negociações avançarão caso não se chegue a um entendimento com outras opções. A urgência em resolver a questão do treinador é grande, pois nem Rui Costa nem Marco Silva queriam arrastar o processo por muito mais tempo. A corda acabou por partir de vez, fragilizando também a relação entre o Benfica e o agente Jorge Mendes.