Richard Ríos, médio internacional colombiano, fez uma retrospetiva da sua temporada de estreia no futebol europeu, em declarações ao portal RCN Deports e à estação televisiva Deportes RCN, enquanto se prepara para o Mundial de 2026. O jogador abordou os desafios da adaptação e o seu amor pelo clube.
Ríos iniciou a sua análise sobre a experiência de adaptação, afirmando: “Foi a minha primeira época na Europa. Não foi nada fácil adaptar-me e chegar a um país novo”. O médio, que trocou o Palmeiras pelo emblema da Luz no verão de 2025, aprofundou as dificuldades iniciais: “O início não foi nada fácil. Adaptar-me, chegar a um país novo... Ainda que fale a mesma língua, é um futebol totalmente diferente”. A adaptação gradual, no entanto, trouxe recompensas. “Também tive a oportunidade de jogar a Liga dos Campeões pela primeira vez. Foi muito gratificante. O início foi um pouco difícil, mas, depois, adaptei-me um pouco”, acrescentou, destacando a importância da experiência na principal competição europeia de clubes.
Uma lesão marcou um pequeno revés na sua trajetória. O jogador recordou: “Quando estava no meu melhor momento lesionei-me e começou tudo de novo”. Contudo, a superação foi evidente. “Quando estava no meu melhor momento, sofri uma lesão, então, tive de começar tudo de novo. Quando regressei, senti que não se notou muito a diferença. Regressei muito bem e terminei a temporada da melhor maneira”. Os números comprovam a sua recuperação e bom desempenho: “A nível de números foi a minha melhor temporada profissional e espero continuar a melhorar”. Em termos individuais, “foi a minha melhor temporada no plano profissional. Espero continuar a melhorar e a ajudar o clube em muitos aspetos”.
Questionado sobre uma possível saída do treinador José Mourinho para o Real Madrid, Ríos mostrou-se cauteloso e desconfiado acerca dos rumores, afirmando: “Não sei se Mourinho vai sair ou não. São rumores. Até que o clube diga que ele vai sair ou ficar não acredito muito. Diz-se muitas coisas nas redes sociais”. A verdade é que, segundo ele, “até não ver que o clube anunciou que sai ou que fica, não acredito muito, porque, nas redes sociais, dizem-se muitas coisas”. No entanto, o seu compromisso com o clube é inabalável, independentemente das mudanças na liderança técnica: “Estou num clube que me deu tudo. Tenho muito respeito e amor por eles. Espero poder vestir esta camisola durante mais tempo e ajudá-los a conquistar títulos”. Reiterou o desejo de “retribuir todo o carinho” dos adeptos encarnados, afirmando que “neste momento, estou num grande clube, que me deu tudo. Tenho muito respeito e amor por eles, e espero poder defender esta camisola durante muito tempo, ajudando-os a conquistar muitos títulos, que penso que será a maneira de retribuir todo o carinho que me deram”.
A convocatória para o Mundial é um momento de grande satisfação para o médio. Richard Ríos não escondeu a satisfação por poder representar a Colômbia no primeiro Mundial da carreira. O marco precipita uma reflexão sobre o passado e as dificuldades superadas: “Passa tudo pela cabeça. Não foi nada fácil, passei por muitas coisas difíceis. Estou muito feliz e agradeço a oportunidade”. A sua família, segundo ele, também sentiu a alegria da convocatória: “Os meus pais, a minha família e os meus irmãos choram, porque estar no Campeonato do Mundo é um sonho que acaba de tornar-se realidade. Em minha casa, acompanha-se muito o futebol, e vestir esta camisola é sempre muito bonito. Mais do que marcar golos, quero defender esta camisola, porque não estamos a defender apenas uma família, mas sim milhões de famílias que lutam por muitas coisas diariamente que não se veem. Vivemos com muita alegria e paixão, sentimos muito esta chamada”.
Sobre a seleção colombiana, afirmou: “O grupo está a confirmar-se como planeámos e tínhamos preparado, com todos os jogadores que foram chamados... Estamos muito felizes por aquilo que aí vem. Temos muita ambição e sabemos o que podemos fazer”. A seleção colombiana, guiada pela “alegria” e pela “paixão”, representa “famílias que lutam diariamente”. “Estamos muito entusiasmados e sabemos o que podemos fazer”, frisou Ríos. O apoio familiar é um pilar fundamental: “O meu pai é quem mais me apoia e está sempre em cima de mim. Diz-me o que faço de mal e o que faço de bem também, assim como o que posso melhorar. Sempre que acabo um jogo, olho para o telemóvel e está lá a mensagem do meu pai, a fazer-me essa crítica construtiva, a mostrar-me sempre o que devo fazer e melhorar”.