Barcelona conquista Liga dos Campeões feminina com bis de Ewa Pajor

  1. Barcelona vence Liga dos Campeões feminina
  2. Ewa Pajor marca dois golos na final
  3. Kika Nazareth faz história em Oslo
  4. Barcelona iguala FFC Frankfurt com 4 títulos

O Barcelona sagrou-se campeão da Liga dos Campeões feminina pela quarta vez, com Ewa Pajor a ser a grande figura da noite com um bis. A final, disputada em Oslo, marcou o reencontro entre as catalãs e o Lyon, duas épocas depois de as espanholas terem vencido a final de 2024 em Bilbau. As 'culés' chegaram ao jogo decisivo sem derrotas na prova, enfrentando um Lyon que havia afastado gigantes como Arsenal e Wolfsburgo. A partida começou equilibrada, com ambas as equipas a tentarem assumir a posse de bola. A primeira oportunidade de golo pertenceu ao Barcelona, com Putellas a rematar perto do poste. O Lyon respondeu com um golo anulado por fora de jogo e, pouco depois, Pajor e Brand também tentaram a sua sorte, mas sem sucesso. No final do primeiro tempo, Bacha obrigou Cata Coll a uma grande defesa na cobrança de um livre. A etapa complementar trouxe mais emoção. Aos 55 minutos, Ewa Pajor quebrou o enguiço em finais, marcando o primeiro golo para o Barcelona com um remate cruzado e rasteiro. A jogadora polaca, que nunca tinha conquistado o troféu em cinco finais anteriores, viu o seu esforço recompensado. O Lyon reagiu, com Yohannes a servir Becho, que obrigou Cata Coll a mais uma excelente intervenção. O Barcelona ampliou a vantagem aos 69 minutos, novamente por Ewa Pajor, que bisou após assistência de Salma Paralluelo. O terceiro golo do Barcelona surgiu já perto do final, com Salma Paralluelo a finalizar de forma espetacular. Nos descontos, a espanhola bisou com mais um golo, confirmando a goleada. Kika Nazareth fez história ao ser a primeira portuguesa a jogar uma final da Liga dos Campeões feminina e a segunda a vencê-la, juntando-se a Jéssica Silva.

As expectativas para a final eram elevadas, e os treinadores de ambas as equipas partilhavam a importância da concentração e dos detalhes. “É uma final e podem acontecer muitas coisas. Os rótulos podem ser ignorados, já que a prestação, o respeito e o trabalho de equipa são o que é preciso para ganhar a Liga dos Campeões. A única mensagem que passo é darmos o máximo desde o início. Temos trabalhado para ter as nossas ideias bem definidas desde o primeiro minuto. É preciso tomar decisões de acordo com as situações de jogo. É importante controlar o jogo e gerir as emoções. Muitas jogadoras evoluíram bastante e acho que a equipa cresceu muito. A equipa técnica fez um excelente trabalho ao promover jovens jogadoras para o futuro do clube. Jonatan Giráldez? Ambos aprendemos muito e vamos continuar a crescer como treinadores. Será um jogo exigente, decidido pelos pequenos detalhes”, explicou Pere Romeu, técnico das espanholas, antecipando uma partida renhida onde a gestão emocional seria crucial. Do lado do Lyon, Jonatan Giráldez, que orientou o Barcelona até 2024, sublinhou a necessidade de foco. “É preciso deixar as emoções de lado e manter a máxima concentração, porque são esses pormenores que fazem a diferença para se estar a 100% ou não, para o que se é capaz de fazer e para que lado a balança pende. Não foi fácil vencer todos os jogos que vencemos para chegarmos a esta final. Procuramos levar as jogadoras ao limite nos treinos. Sem dúvida que estes jogos fazem com que as jogadoras se concentrem ao máximo em cada minuto, em cada ação e em cada lance, e isso ajuda-as a melhorar e a preparar-se para os jogos que se avizinham. A experiência ajuda-nos, especialmente no que diz respeito à preparação a nível logístico. Depois, há as emoções de disputar aquele que é, sem dúvida, o jogo mais importante do futebol feminino. As finais são jogos que se decidem por pequenos detalhes, são jogos em que é preciso estar atento a todos os pormenores. É preciso deixar as emoções de lado e manter-se o mais concentrado possível”, frisou o técnico, destacando a relevância dos pequenos detalhes e da experiência em jogos desta dimensão.

Para a final, Pere Romeu fez três alterações na equipa do Barcelona em relação à última partida, com Irene Paredes no lugar de Aicha Camara, Clara Serrajordi substituindo Clàudia Pina no meio-campo, e Caroline Graham Hansen a render Vicky López no ataque. No Lyon, Jonatan Giráldez também efetuou três alterações, com Lindsey Heaps e Lily Yohannes a entrarem para os lugares de Damaris Egurrola e Korbin Albert, e Ada Hegerberg a substituir Marie Katoto no ataque. Um destaque para o casal Mapi e Ingrid, que se encontraram como adversárias nesta decisão, e para a presença de Kika Nazareth no banco de suplentes do Lyon. A partida foi um verdadeiro espetáculo de futebol feminino, com as duas equipas a darem o seu melhor no relvado. O Barcelona, com a sua quarta conquista, iguala o FFC Frankfurt no segundo lugar do palmarés da competição, sendo o Lyon o clube mais vitorioso, com oito títulos. A jornada de Ewa Pajor, que finalmente ergueu o troféu, e a histórica participação de Kika Nazareth, que se tornou na primeira portuguesa a defrontar uma final e a segunda a vencê-la, são os pontos altos desta emocionante vitória.

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