Jorge Jesus: Balanço da Carreira e Perspetivas Futuras

  1. Jorge Jesus deixa Arábia Saudita
  2. Possível regresso à Turquia
  3. Descarta voltar ao Benfica
  4. Guardiola deve ter orgulho

Jorge Jesus, após a conquista do campeonato saudita à frente do Al Hilal, confirmou a sua saída da Arábia Saudita e abordou o seu futuro profissional. O treinador português, conhecido pela sua personalidade marcante, fez declarações sem rodeios, abordando as suas ambições e descartando certas possibilidades para a sua carreira. Uma das suas principais reflexões incidiu sobre a sua passagem pelo Fenerbahçe, onde, apesar de não ter conquistado o campeonato, deixou a sua marca.

“Ganhei em Portugal, no Brasil, na Arábia. O único país onde não fui campeão, mas ganhei a Taça, foi na Turquia, no Fenerbahçe. Se calhar, tenho uma história para acabar. É uma das possibilidades que eu tenho. Já houve outra equipa da Turquia, Galatasaray ou Besiktas, que me fez um convite, mas está nos segredos dos deuses. Vou pensar. Vou a Portugal passar três dias de férias e depois penso ir para o Brasil passar uns dias. Para o ano, logo vemos onde é que eu vou cair”, afirmou Jesus. Esta declaração sugere um possível regresso à Turquia, um país onde sentiu uma ligação forte com os adeptos. A possibilidade de treinar novamente em solo turco parece ser uma das que mais o seduzem, dada a “história para acabar” que refere.

Questionado sobre um eventual regresso a Portugal, nomeadamente ao Benfica, um clube onde obteve grande sucesso, Jorge Jesus foi bastante direto, descartando essa hipótese, principalmente por questões financeiras e pelo reconhecimento que encontrou noutros países. “Vamos imaginar que eu regressava a Portugal, o que é impossível. Eu só regressaria pela parte desportiva porque financeiramente não há hipótese. Ganho mais num mês aqui do que num ano em Portugal. Ganhei muitos títulos no Benfica mas nunca tive um estádio inteiro a gritar por mim como aqui, na Turquia e no Brasil... É uma das minhas mágoas. Eu tenho bem ciente o que é que quero. O Benfica é um grande clube, tenho um grande orgulho de ter treinado o Benfica e sou o treinador com mais títulos lá, mas neste momento está fora de questão”, concluiu o técnico. Estas palavras reforçam a ideia de que o reconhecimento e as condições financeiras noutros mercados são fatores preponderantes nas suas decisões. O seu foco permanece na paixão pelo futebol e na procura de projetos desafiantes, sem esquecer a importância que atribui ao impacto junto dos adeptos.

Sobre as comparações com Pep Guardiola, que tem sido apontado como possível sucessor no Al Hilal, Jorge Jesus não perdeu a oportunidade de proferir uma frase à sua imagem: “Ele é que tem de ter orgulho se me vier substituir, não sou eu que tenho de ter orgulho se ele vier.” Esta afirmação, proferida com a sua habitual confiança, ilustra a sua visão sobre o seu próprio valor no panorama do futebol mundial. Jesus também abordou a possibilidade de regressar ao Brasil, mas de forma mais contida: “Penso que não volto ao Brasil. Só posso treinar o Flamengo ou a seleção, que está fora de hipóteses neste momento. Eu não quis ser selecionador brasileiro em janeiro do ano passado porque estava muito fiel ao Al Hilal. Tinha o Mundial de Clubes e a Champions que queria ganhar, mas acabei por não conseguir nem uma coisa nem nem outra. São decisões que tens de tomar na vida. Em junho, tenho de decidir a minha vida e vou tomar uma opção. Preciso de estar num país desportivamente muito bom. Financeiramente, foi muito bom estar na Arábia Saudita, mas também preciso de ter uma vida social e de ter amigos”. O treinador reafirma a sua paixão pelo futebol, salientando que, apesar de perder ocasionalmente, a sua trajetória é maioritariamente vitoriosa, e que continua com “grande capacidade intelectual e física”.

Qual é o teu clube?
check_circle
Notícias do ativadas