Fernando Santos: A Cultura Grega e a Conquista do Euro 2016

  1. Fernando Santos treinou na Grécia (2010-2014).
  2. A cultura grega foi chave para o Euro 2016.
  3. Grécia alcançou o 8º lugar no ranking FIFA.
  4. Vangelis Pavlidis destaca semelhanças culturais.

Fernando Santos, ex-selecionador nacional, partilhou na Assembleia da República as suas reflexões sobre a influência da cultura grega na conquista do Euro 2016 por Portugal. Tendo passado quatro anos na Grécia, entre 2010 e 2014, onde orientou a seleção grega, bem como o AEK Atenas e o Panathinaikos, Santos sente-se “um pouco grego” e trouxe dessa experiência um segredo fundamental para o sucesso da Seleção Nacional. O engenheiro revelou o que considera ser a chave para o trabalho vitorioso que culminou na conquista do Campeonato da Europa.

Em resposta à questão de um jornalista do Record, o treinador de 71 anos, atualmente sem clube, foi perentório: “Trouxe da Grécia a base para ganhar o Campeonato da Europa”. Ele complementou: “Em Portugal temos muito talento, mas se tivéssemos a garra e a vontade que os gregos têm... Foi com essa cultura que ganharam o Campeonato da Europa, aqui, em 2004. São incríveis e eram uns apaixonados. Sabia que, se conseguisse juntar essas duas coisas, tinha uma grande oportunidade de ser campeão da Europa” (Fernando Santos). A sua estreia como selecionador deu-se precisamente na Grécia, em 2010. Santos compara a diferença entre treinar um clube e uma seleção: “É um trabalho muito diferente de ser treinador de um clube. Na altura, quando fui para lá, pensei - 'Então e agora? Vim para aqui trabalhar e não trabalho? Estou aqui a fazer o quê?'” Da sua primeira experiência em seleções nacionais, arrecadou valores que o levaram ao Euro 2012 e ao Mundial 2014, ano em que a Grécia atingiu o oitavo lugar no ranking da FIFA. “Lá, quando vestimos a camisola, somos um só. Foi essa cultura e essa mensagem que eu quis trazer para o futebol português” (Fernando Santos).

Fernando Santos recordou ainda a amizade entre Portugal e Grécia, cimentada no Euro 2004, evento que o ex-selecionador descreveu como “felizmente para eles, infelizmente para nós, portugueses”. Apesar de lamentar a derrota lusa, confessou: “Queria que Portugal tivesse ganho a final, mas não fiquei nada triste com a vitória da Grécia” (Fernando Santos). O colóquio, organizado pelo Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Grécia, contou também com a presença de Vangelis Pavlidis, avançado do Benfica. Pavlidis destacou a semelhança cultural entre os dois países como um fator crucial para a sua rápida adaptação a Lisboa: “Lisboa é parecida com algumas das nossas cidades, como Atenas ou Salónica. Quando tens um mau dia, podes ir ver o mar, como na Grécia.” Apesar das facilidades, reconhece: “Para mim, o mais difícil ainda é mesmo a língua, que é muito difícil e diferente do resto”, mas com otimismo acrescenta: “Estou a aprender, consigo entender algumas coisas” (Vangelis Pavlidis).

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