Javier Saviola recordou com carinho a sua passagem de três temporadas pelo Benfica, um período que lhe proporcionou memórias inesquecíveis. Durante a sua estadia na Luz, entre 2009 e 2012, o argentino conquistou um campeonato e três Taças da Liga, vivências que, aos 44 anos, partilha com satisfação. Numa entrevista, Saviola destacou a sua ligação especial com Pablo Aimar, com quem tinha jogado anteriormente no River Plate. Ambos se reencontraram no Benfica.
Saviola descreveu Aimar como o melhor companheiro de equipa da sua carreira, realçando a química única entre eles. “O Pablo foi o melhor companheiro que tive ao longo da minha carreira. E olha que joguei com grandíssimos jogadores. Mas, com o Pablo, bastava um olhar e sabíamos o que tínhamos de fazer. Era uma ligação incrível. Depois de sairmos do River, sabíamos que seria difícil encontrar outro jogador com quem nos pudéssemos entender tão bem. É muito complicado encontrar alguém com uma forma de jogar tão parecida. Tentámos, noutras equipas, encontrar a possibilidade de voltar a jogar juntos. Essa possibilidade surgiu no Benfica, com Jorge Jesus, que aceitou logo a minha transferência. O Pablo já lá estava. E, realmente, foi outra vez outro luxo voltarmos a jogar juntos, com mais experiência. Não éramos tão miúdos como no River, quando tínhamos 17 ou 19 anos. Já estávamos mais velhos. E desfrutámos imenso porque ganhámos o campeonato português. As pessoas lembram-se muitíssimo dessa equipa, que jogava muito bem. Foi um privilégio voltar a jogar outra vez ao lado do Pablo”, afirmou Saviola.
Entre os momentos marcantes, Saviola elegeu um golo apontado à Académica, na época 2009/2010, como um dos melhores da sua carreira. “Foi uma finalização por cima do guarda-redes. Lembro-me porque chovia muitíssimo e era complicado. O guarda-redes saiu da baliza e passei a bola por cima dele. Fez-me lembrar os tempos de criança”, partilhou. Ao lado de Óscar Cardozo, descrito como “um animal”, Saviola beneficiou da presença de um avançado de referência. O argentino também fez questão de mencionar Di María, que conheceu ainda jovem no Benfica. “Pude conhecê-lo muitíssimo no Benfica. Era jovem, um miúdo. Melhorou imenso desde aqueles tempos do Benfica. Tem sido uma inspiração e um exemplo a seguir. Sempre fez tudo de forma simples e natural. Voltar ao Rosario Central foi um prémio. Ficamos felizes por estes últimos anos estarem a correr tão bem para ele”, acrescentou. O Estádio da Luz é outro dos locais que Saviola guarda no coração. “Adoro o estádio do Benfica: amplo, grande e com a relva molhada, como em Camp Nou. A bola rolava sempre rápido e beneficiava o meu jogo”, concluiu.