Benfica e Sp. Braga empatam: As reações de Mourinho e Vicens ao jogo

  1. Empate a duas bolas na Luz.
  2. Benfica teve 25 remates, Sp. Braga 3 ou 4.
  3. Mourinho elogia resiliência dos seus jogadores.
  4. Sp. Braga garante o quarto lugar.

O embate entre Benfica e Sp. Braga, que terminou num empate a duas bolas na Luz, foi marcado por momentos de grande intensidade e reviravoltas. As reações dos treinadores José Mourinho, pelo lado do Benfica, e Vicens, pelo Sp. Braga, espelharam a natureza emocionante da partida e a importância do resultado para as suas equipas.

José Mourinho, técnico do Benfica, analisou a performance da sua equipa com um misto de satisfação e frustração pela falta de eficácia. “O Benfica fez um bom jogo. Só não digo muito bom porque não ganhámos e depois podia ser um bocadinho contraditório. Mas foi um bom jogo, a merecer claramente ganhar. O Benfica foi a equipa que jogou mais, que atacou e criou mais. Mas teve menos eficácia e a eficácia joga. Eles tiveram três ou quatro remates e só dois à baliza. Nós tivemos 25 remates e diria que uma dezena deles foram verdadeiros remates e não remates para a estatística. Tivemos muitas oportunidades de golo e, repito, só não digo que foi um jogo muito bom porque não ganhámos. Mas foi um bom jogo do ponto de vista coletivo e individual. (…) Fomos muito mais fortes, mas não ganhámos”, afirmou Mourinho. O treinador também elogiou a atitude dos seus jogadores ao longo de uma época desgastante. “Acho que é muito difícil fazer o que eles fizeram ao longo da época. Sentindo muitas coisas, nunca perderam a linha da entrega, do profissionalismo, da perseverança e da resiliência. E o facto de estarmos a uma jornada do final de a equipa ainda não ter perdido nenhum jogo, reflete o carácter da equipa. Obviamente que tivemos um par de jogos em que, culpa nossa, não tivemos a atitude correta em termos individuais ou coletivos. Há ali um par de jogos onde nem eu gostei, nem os jogadores gostaram. Pondo de parte esse par de jogos, neste último terço tivemos jogos extraordinários, como o jogo com o Sporting, o jogo em Famalicão enquanto foi jogo e hoje tivemos períodos a empurrar o Sp. Braga para trás. Em termos de intensidade e de performance, a equipa cresceu muito.” O treinador reforçou ainda o valor humano do grupo. “Mas é difícil sentir coisas e continuar a lutar. E eles [jogadores] sentiram coisas ao longo da época e não é fácil. Por isso, eu dou-lhes esse crédito à resiliência e à atitude. Ainda agora lhes disse: obviamente que haverá críticas e adjetivos negativos relativamente à equipa, aos jogadores e ao treinador. Mas uma coisa é o que as pessoas dizem e outra é o que sentimos. E estes jogadores, pelo menos sob o ponto de vista da atitude, também da qualidade, mas fundamentalmente ao nível do que dignifica os homens, que é a humildade e o respeito, é um grupo intocável. É um grupo com o qual eu me diverti muito e com o qual eu fui para o treino sempre feliz por estar com eles e saí do treino sempre feliz por ter trabalhado com eles. É um bom grupo de homens.”

Do lado do Sp. Braga, Vicens sublinhou a dificuldade do jogo e a importância do ponto conquistado para assegurar o quarto lugar. “Foi um jogo difícil, contra um rival que nos complicou a vida até ao fim. Procuraram a vitória e nós também, mas conseguimos aquilo que pretendíamos, que era garantir o quarto lugar, para não dependermos da última jornada, em que tudo pode acontecer. Estamos a chegar a um final de temporada no limite, em termos de energia da equipa, que teve de fazer um esforço tremendo para aguentar as investidas do Benfica, que foram constantes. Mas também tivemos a personalidade, quando tivemos a bola, para tentarmos atacar. Gostava de destacar o esforço deste grupo, que foi uma equipa muito solidária, competitiva e difícil para os nossos rivais, apesar de termos defrontado uma equipa que nos colocou muitas dificuldades e que esteve perto de nos marcar mais golos. Há que lhes dar mérito por aquilo que fizeram, mas soubemos aguentar e sobreviver sendo uma equipa que competiu. É um ponto que nos garante o quarto lugar, depois do empate do Estrela [com o Famalicão], e ficamos satisfeitos com isso. Vimos de muito esforço, muitos jogos e é preciso dar os parabéns à equipa por aquilo que conseguiram”, disse Vicens. O treinador também explicou a situação de Zalazar: “Teve a ver com o treino pós-Friburgo, que chegou febril, andou uns dias a antibióticos e tomou penicilina, foi para casa e só treinou ontem, por causa de uma amigdalite, não estava bem, tinha sofrido uma pequena lesão e era um risco insistir num esforço extra e ter uma lesão mais grave, ou uma recaída. Optámos que entrasse depois para nos ajudar, lutou e correu, comprometido com a equipa.” E a utilidade de Gabri Martínez: “Sim, e tentar controlar o meio-campo e depois sair em progressão com gente que fosse capaz de chegar à área com perigo. O Fran também fazia parte deste plano e também quisemos aproveitar a velocidade de Gabri. É verdade que Fran ficou um pouco no limite, lesionou-se contra o Casa Pia, regressou mais rápido, depois jogou 20 minutos e não estava bem e estava um pouco justo para este jogo, mas arriscamos com Gabri e Lelo por trás. Mas ficamos contentes com a equipa.”

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