A Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD) confirmou que o processo contraordenacional que visa Gianluca Prestianni, jogador do Benfica, pelo episódio ocorrido no Estádio da Luz, ainda se encontra em fase instrutória. Este processo é independente das decisões das instâncias desportivas internacionais, como a UEFA, que já decidiu suspender o avançado do Benfica por seis jogos, três dos quais com pena suspensa, por insultos homofóbicos
, afastando a acusação inicial de racismo.
A investigação da APCVD, instaurada a 18 de fevereiro, visa apurar os factos do incidente onde Vinicius Júnior alegou ter sido alvo de insultos por parte de Prestianni durante o jogo Benfica x Real Madrid. O árbitro da partida acionou o protocolo antirracismo, paralisando o jogo por quase 10 minutos. Prestianni negou qualquer insulto racista, versão que foi reiterada pelo Benfica, que lamentou a campanha de difamação
contra o seu atleta.
Mais recentemente, o Comité Disciplinar da FIFA aceitou o pedido da UEFA e estendeu globalmente a suspensão a Gianluca Prestianni, o que pode levar o jogador a falhar os dois primeiros jogos do Mundial, caso seja convocado pela seleção argentina. Prestianni já cumpriu um jogo de suspensão e, se for eleito por Lionel Scaloni, ficará impedido de defrontar Argélia e Áustria. Caso não seja convocado para a seleção, o argentino cumprirá o restante castigo nos próximos dois jogos europeus do Benfica, seja na Liga dos Campeões ou na Liga Europa. A pena poderá ainda ser aumentada de três para seis jogos se houver reincidência nos próximos dois anos.