A família de José Mourinho, com especial destaque para a sua mulher, Matilde, desempenha um papel crucial nas decisões do treinador, nomeadamente no que diz respeito ao seu futuro profissional. Apesar de José Mourinho ter a palavra final, as opiniões do seu círculo pessoal são tidas em consideração, quer seja para continuar no Benfica ou para uma eventual mudança para o Real Madrid ou outro clube estrangeiro.
As escolhas passadas do treinador, como o contrato com o Tottenham ou a recusa da seleção inglesa e do PSG, foram influenciadas pela família, que reside em Londres. A atual situação no Benfica, com um contrato que termina na próxima temporada, poderá levar a um novo acordo, caso o treinador decida permanecer em Portugal. Rui Costa, presidente do Benfica, terá de apresentar melhores condições, incluindo mais anos de contrato, garantias financeiras e um orçamento superior para a contratação de jogadores.
A Queixa da APAF e a Reação do Benfica
O futuro de Mourinho não é o único tema a agitar o Benfica. O presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Benfica, José Pereira da Costa, criticou a queixa da APAF após o jogo com o Famalicão. Pereira da Costa considerou que seria “o cúmulo da desfaçatez” se o presidente do Benfica fosse punido, em vez de quem errou, referindo-se ao árbitro e ao VAR. Ele questionou a falta de divulgação das comunicações áudio entre árbitros e VAR, afirmando: “Onde é que estão as comunicações entre árbitro e VAR que nos permitem perceber o que se passou no sábado?”.
A queixa da APAF contra o Benfica e Rui Costa surge após as declarações do presidente benfiquista, que criticou a atuação da equipa de arbitragem e acusou o árbitro de ter prejudicado o Benfica na luta pela Liga dos Campeões. Segundo Rui Costa: “O Benfica já não tinha a capacidade de ser campeão, mas está a lutar pela [entrada na] Liga dos Campeões e o árbitro impediu. Ninguém tem o direito de decidir campeonatos ou classificações sem ser os jogadores e os treinadores”. A APAF também considerou uma publicação nas redes sociais do clube, que atribuía o prémio de Homem do Jogo à equipa de arbitragem, como motivo para a queixa.