Benfica critica APAF e exige transparência na arbitragem

  1. APAF apresenta queixa contra Rui Costa
  2. Benfica exige divulgação dos áudios do VAR
  3. José Pereira da Costa acusa APAF de desviar o foco
  4. Dois erros custaram quatro pontos ao Benfica

A polémica gerada em torno do jogo entre o Benfica e o Famalicão continua a aquecer os ânimos no futebol português. Após a participação disciplinar apresentada pela APAF (Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol) contra Rui Costa, presidente do Benfica, a reação não se fez esperar por parte do clube da Luz. José Pereira da Costa, presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Benfica, manifestou o seu descontentamento e a sua visão sobre o assunto em entrevista à BTV. As suas declarações vieram reforçar a posição do clube encarnado face à arbitragem e levantar questões sobre o papel da APAF neste cenário. Pereira da Costa foi veemente ao defender que punir quem expõe problemas é desviar o foco do que realmente importa e que a arbitragem tem de ser responsabilizada pelos erros cometidos em campo.

As palavras de José Pereira da Costa foram diretas e carregadas de significado, expressando a indignação sentida por parte do Benfica e dos seus adeptos. “Seria irónico, trágico e o cúmulo da desfaçatez punir o presidente em vez de responsabilizar quem errou: árbitro e VAR do jogo com o Famalicão”, declarou o dirigente, sublinhando a sua crença de que a APAF deveria concentrar-se em apurar responsabilidades sobre as decisões arbitrais controversas. O presidente da MAG do Benfica não se ficou por aqui e exigiu transparência nas comunicações, pedindo a divulgação dos áudios entre o árbitro e o VAR: “É preciso que a APAF diga o que tem a dizer sobre o que se passou no sábado. É a própria arbitragem que fica em causa com aquele tipo de erros” e “Onde estão as comunicações que nos permitam perceber o que se passou? A publicação dos áudios é fundamental para perceber o que se passou naquele episódio”. Para o Benfica, a falta de publicitação dos áudios impede uma compreensão clara dos acontecimentos e alimenta um ciclo de desconfiança à volta da arbitragem portuguesa. Esta exigência de publicidade de comunicações é um ponto central para os encarnados, que veem na divulgação dos áudios uma forma de legitimar ou descredibilizar as decisões tomadas em campo e fazer com que a verdade venha ao de cima, em vez de se penalizarem as reações a alegados erros.

Perante a queixa da APAF, Pereira da Costa acusou a associação de tentar desviar as atenções dos erros de arbitragem, alegando que a entidade está a tentar “tirar o foco” do que realmente importa. “Ao não responder ao que aconteceu, e porque existiu aquele erro, e ao colocar o foco nas palavras do presidente, que manifestou a opinião de milhões de benfiquistas, a APAF está a tentar desviar as atenções”, afirmou o dirigente, reforçando a ideia de que a reação de Rui Costa reflete o sentimento de muitos adeptos. O presidente da MAG recordou ainda um lance polémico no jogo contra o Casa Pia, com o mesmo árbitro em questão, e que custou pontos ao Benfica: “Com o mesmo árbitro, dois erros custaram-nos quatro pontos. Todos os benfiquistas se reveem nas palavras do presidente, que pegou num erro de facto que todos viram, não numa questão de interpretação”. A crítica incide na consistência das decisões arbitrais que, segundo o Benfica, têm prejudicado o clube de forma repetida ao longo da época. A insistência do Benfica na necessidade de responsabilização dos árbitros e na divulgação dos áudios do VAR é uma manifestação clara da sua insatisfação face ao que consideram ser injustiças e erros grosseiros, que têm impacto direto no desfecho da competição e na classificação final dos clubes.

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