Morato recorda saída forçada do Brasil e gratidão a Jorge Jesus

  1. Morato saiu do Brasil em 2019
  2. Transferência para o Benfica
  3. Gratidão a Jorge Jesus
  4. Di María é o melhor com quem jogou

Morato, atualmente no Nottingham Forest, recordou a sua chegada ao Benfica no verão de 2019, que resultou da sua transferência do clube de formação para a equipa B das águias. Em 2024, após ser vendido para Inglaterra, o defesa brasileiro revelou em entrevista ao Globo Esporte que foi praticamente forçado a deixar o Brasil. Ele tinha expectativas de jogar no Morumbi lotado, numa noite de Libertadores ou num domingo de Brasileirão, mas não foi possível. “Eu não esperava [a saída tão cedo]. Eu tinha jogo no dia em que viajei [para Portugal], foi tudo muito rápido. Tinha partida em São Paulo, às 15h, e, na hora do almoço, disseram que eu não ia jogar, que teria que viajar para Portugal. Aconteceu muito rápido. Os meus pais estavam lá também, só deu tempo de me despedir, pegar minhas coisas e ir para o aeroporto”, contou Morato.

Apesar da surpresa da mudança repentina, Morato não expressa arrependimento e, pelo contrário, valoriza a sua experiência no clube da Luz, embora mantenha o sonho de um dia regressar ao seu país para jogar. “Dali em diante, eu não tive escolha de dizer sim ou não, [a transferência] já tinha acontecido. E também não tenho do que reclamar. Olhando para trás, não tenho do que reclamar. Claro que eu gostaria de ter jogado pelo São Paulo, mas ter ido para o Benfica, que acolhe muito bem e tem uma formação excelente, foi muito bom para mim”, afirmou o defesa, acrescentando a sua gratidão a Jorge Jesus, o treinador que o lançou no futebol profissional. “Foi ele que me subiu da equipa B, inclusive. É um grande treinador, que me ensinou muita coisa e me colocou em vários jogos. Os meus primeiros momentos, os meus primeiros jogos e a primeira convivência no profissional foram com ele. Pude entender como é estar ali no grupo, no dia a dia. Fica a minha gratidão a ele por tudo isso”, garantiu Morato.

O jogador de 24 anos também comparou o estilo de Jorge Jesus com o de Vítor Pereira e Nuno Espírito Santo, treinadores portugueses com quem trabalhou, destacando as semelhanças na sua abordagem. “Ah, é bom, é bom [trabalhar com portugueses]. Primeiro pela nossa língua, não é? Os elogios e as críticas, nós entendemos. O Jorge Jesus era muito explosivo. É aquele paizão que vai te ofender, mas depois chama-te de lado, às vezes até à frente de todos, e, do jeito dele, tenta-te confortar. Não chega a pedir desculpa, mas demonstra isso de outra forma. O Vítor Pereira também é assim, um paizão, gosta muito de conversar. Os dois são muito técnicos, gostam bastante de tática e de jogo bem jogado. E é isso. Acho que os treinadores portugueses com quem trabalhei até agora são assim. O Nuno [Espírito Santo] também, quando cheguei, era muito estrategista, acompanhava todos os jogos. Cada partida é tratada de uma forma. É bom trabalhar com os portugueses”, explicou Morato. Para finalizar, Morato revelou quem considera o melhor jogador com quem já partilhou balneário. “Já me perguntaram isso e eu digo sempre que é o melhor jogador com quem já joguei, até agora. Acho que vai estar no meu top 3 e vou ter a oportunidade de dizer, no futuro, que joguei com ele. É uma pessoa muito simples, muito humilde. E foi o primeiro jogador em que eu olhava assim, porque existem aquelas histórias de bola parada, não é? De que ele nunca erra, que bate dez e acerta dez. Eu pensava: 'não é possível'. Aí tirei as minhas próprias conclusões vendo o Di María. Disse: 'não é possível isso'. Ele bate cinco de um lado, é golo. Bate cinco do outro, é golo. Cobra canto e faz gol olímpico. Então, é um aprendizado. É algo que eu vou levar para a vida”, concluiu Morato, referindo-se a Di María.

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