Com o planejamento do futuro do Benfica em andamento, José Mourinho tem demonstrado uma abertura crescente à juventude. O triunfo categórico de 4-1 sobre o Moreirense, no Estádio da Luz, evidenciou essa mudança estratégica.
Franjo Ivanovic, que já havia sido titular na vitória por 2-1 sobre o Sporting, entrou aos 75 minutos no lugar de Vangelis Pavlidis e foi decisivo, marcando dois golos e consolidando-se como uma opção valiosa. O internacional sérvio reentra na disputa pela titularidade do ataque, enquanto Vangelis Pavlidis atravessa uma fase de menor fulgor. Ivanovic, que foi figura indiscutível na era Bruno Lage
, mas perdeu espaço com a chegada de Mourinho, vê agora a sua situação revitalizada, contribuindo para a luta pelo segundo lugar na tabela.
O caso de Ivanovic é semelhante ao de Andreas Schjelderup. O norueguês esteve perto de sair em janeiro para o Club Brugge, mas os seus dois golos na vitória por 4-2 sobre o Real Madrid, na Liga dos Campeões, garantiram a sua permanência e o apuramento da equipa para os playoffs. Desde então, Schjelderup tornou-se peça fundamental no onze inicial, com cinco golos e duas assistências em 16 jogos. Mourinho, ao ser questionado sobre o seu relacionamento com o jogador, afirmou: “Eu e o Schjelderup estivemos muito longe e, neste momento, não podíamos estar mais perto.”
Outro jovem em destaque é Gianluca Prestianni. Mourinho sublinhou a sua importância ao declarar: “Penso que o maior culpado da pouca utilização do Lukebakio é o Prestianni.” O trabalho e a evolução de Prestianni são notáveis: “Se estivesse na bancada também aplaudia, tem feito um bom campeonato e um trabalho fantástico. Tem melhorado de forma incrível. Neste momento, é um jogador forte do ponto de vista tático, sabe posicionar-se defensivamente e interpretar o jogo. Depois, tem qualidades fundamentais — criatividade, técnica, coragem. Não era um jogador preparado quando cheguei e tem evoluído. É por isso que os adeptos aplaudem e gostam. A maneira como fechou o espaço interior e recuperou um passe alto que deu origem ao terceiro golo… não são todos os alas que conseguem fazê-lo. Nem todos os alas têm essa inteligência, técnica e coração para trabalhar para a equipa.” Prestianni, tal como Schjelderup, teve uma ascensão meteórica, com 38 jogos, três golos e quatro assistências.
A evolução dos jovens jogadores é um reflexo do trabalho individualizado de José Mourinho, que agora colhe os frutos de um planeamento sustentado. Este foco na juventude, com a adaptação de jogadores como Leandro Barreiro a uma posição mais ofensiva e a integração de Richard Ríos no meio-campo, demonstra uma estratégia clara que visa solidificar o futuro do Benfica.