O processo Saco Azul, que se arrastou por quase uma década, culminou com um desfecho favorável ao Benfica e aos seus antigos dirigentes. A acusação do Ministério Público foi veementemente contestada e, no final, considerada insustentável pelo coletivo de juízes que analisou o caso.
A sentença, detalhada em 173 páginas, confirmou que Luís Filipe Vieira desempenhava a função de presidente do Benfica, Domingos Soares de Oliveira atuava como administrador e Miguel Moreira como diretor financeiro. Contudo, não foram encontradas provas que sustentassem a existência de qualquer esquema destinado a desviar fundos do clube, nem que o dinheiro regressou a dirigentes ou qual seria o seu destino. Esta falta de evidências foi crucial para a decisão final dos magistrados. A investigação, que teve início há quase dez anos, centrou-se em alegadas movimentações financeiras ilícitas que teriam como objetivo a retirada de dinheiro do Benfica. No entanto, o tribunal concluiu que não foi possível provar qualquer crime imputado aos arguidos, resultando assim numa absolvição.