Stije Resink, capitão dos neerlandeses do Groningen, quebrou o silêncio sobre a frustrada transferência para o Benfica no passado mercado de inverno, descrevendo um período de intensa agitação. O médio, que se recupera de uma grave lesão no joelho, partilhou os detalhes de uma negociação que, por pouco, não se concretizou. Em declarações ao programa Matchday, Resink recordou o início do processo: “Fui contactado pelo meu empresário um dia antes do jogo contra o Heerenveen. Ele disse-me que tinha recebido uma chamada do Benfica”. O jogador de 22 anos, que já tinha outras sondagens em vista, inicialmente questionou a seriedade do interesse.
No entanto, o interesse do Benfica era imediato e concreto. “De repente, apareceu o Benfica. Eles tinham dois jogadores lesionados e foram muito diretos”, explicou Resink, acrescentando que “o meu agente disse que queriam comprar-me naquele momento”. Contudo, o processo complicou-se de forma inesperada. “Eles começaram a falar com o meu empresário, enviaram a proposta salarial. Foi então que recebi uma chamada de um empresário português que queria meter-se no negócio”, relatou o médio, visivelmente indignado. “Ele sabia o que tinha sido dito dez minutos antes. Com tanto dinheiro envolvido, surgem jogos sujos. Para mim, foi estranho. Não esperava que algo assim acontecesse. O meu primeiro pensamento foi: vamos a isto”.
A constante exposição mediática foi outro fator de perturbação para Resink. “Achei uma merda que estivesse sempre nos jornais. As notícias iam de um lado para o outro e nem eu sabia o que ia acontecer. Durante toda a semana, só recebia mensagens com fotografias minhas com a camisola do Benfica”, lamentou. No fim, a transferência foi bloqueada pela recusa do Groningen em negociar. “Eu podia fazer o que quisesse, mas eles não queriam colaborar. Então, rapidamente voltei à ideia que já tinha: quero dar um passo importante no verão, estou bem aqui e vou dar tudo durante mais três ou quatro meses”, recordou. No entanto, o plano de Resink de sair no verão desfez-se quando sofreu uma rotura de ligamentos no início de março. “Quando aconteceu, percebi logo que era grave. Pensei imediatamente numa transferência. Não sou religioso, não acho que exista um Deus que tenha tudo planeado para mim. Mas tentas ver o lado positivo: talvez este não fosse o momento certo e agora tenho de passar por esta dor”, concluiu o jogador.