Desafios da Centralização dos Direitos Televisivos
Nuno Catarino, CFO da Benfica SAD, abordou em uma recente entrevista os desafios que a centralização dos direitos televisivos pode trazer para o clube. “Com base no cenário de 220 milhões apontado pela Liga, estamos a falar de uma perda provável de 5 a 15 milhões de euros para o Benfica, dependendo de outras variáveis. É uma situação inaceitável para nós”, declarou Catarino, enfatizando a necessidade de adaptação. Este impacto financeiro é uma preocupação importante, considerando a posição proeminente do Benfica no futebol português e na Europa.
A centralização, segundo o CFO, não só representa um desafio imediato, mas também uma oportunidade perdida para muitos clubes: “Já existem cinco ou seis clubes que não conseguiram negociar, ou que receberam propostas muito baixas, porque os operadores tiram partido da situação.” Com uma abordagem construtiva, Catarino reafirma a posição do Benfica: “A nossa primeira obrigação é fazer bem o nosso trabalho. A segunda é procurar alternativas. É o que estamos a fazer.”
Mudanças Necessárias no Cenário Atual
Na mesma linha, Nuno Catarino manifestou a sua crença de que mudanças são necessárias. “Alterações à proposta? Terá de haver. É fundamental que as haja, porque ninguém ficará satisfeito com o resultado atual.” Esta assertividade é apontada como crucial num cenário onde o impacto financeiro pode ser significativo demais para ignorar.
Além disso, o CFO do Benfica também partilhou detalhes sobre um dos projetos mais arrojados do clube: o Benfica District. “Benfica estará sempre no grupo das 10 marcas verdadeiramente relevantes no futebol europeu”, afirmou, referindo que a cidade de Lisboa e o Mundial de 2030 contribuem para o apelo do projeto junto de investidores. “Conseguimos uma junção quase perfeita: uma tendência que se afirma com solidez, uma marca muito forte e uma cidade com momento, que é Lisboa,” explicou, deixando claro que a conclusão do projeto até 2030 é uma prioridade.
Impacto Financeiro do Projeto Benfica District
Este projeto, que está a criar grande entusiasmo, é visto como essencial para garantir novas receitas. “Os 38 milhões de euros de receita bruta do projeto só são exequíveis com o projeto plenamente operacional,” comentou Nuno Catarino, sublinhando que a data de conclusão proposta pode trazer um importante impacto financeiro que se estenderá para vários anos. Com todas essas considerações, o CFO deixa um aviso claro: o Benfica deve estar preparado para uma nova realidade financeira que emerge à medida que o futebol evolui e os modelos de receita se ajustam.