Crise no Benfica: Pressão sobre Rui Costa e erosão da identidade

  1. Benfica em turbulência desportiva e de identidade.
  2. Terceiro lugar na I Liga no início de abril.
  3. Risco de não qualificação para a Liga dos Campeões.
  4. Investimento de 100 milhões em reforços.

O Benfica atravessa uma fase de turbulência, tanto a nível desportivo como de identidade, intensificando a pressão sobre a liderança de Rui Costa. A recente onda mexicana observada nas bancadas, durante a vitória por 2-0 frente ao Nacional, é interpretada como um sintoma da erosão dos padrões históricos do clube, tanto no panorama nacional quanto internacional. Estas manifestações, a par de um desempenho desportivo abaixo das expectativas, colocam em causa as decisões da atual direção.

A situação desportiva é preocupante: no início de abril, o Benfica ocupava a terceira posição na I Liga, a sete pontos do líder FC Porto e a dois do Sporting, com este último a poder aumentar a vantagem para cinco pontos com o acerto do calendário. Este cenário põe em risco a qualificação para a Liga dos Campeões, o que poderia gerar um impacto financeiro irremediável, dada a falta de jogadores no plantel com potencial de venda que compensem a ausência das receitas da prova milionária. Nas épocas 2025/26, o clube não conseguiu sequer atingir as meias-finais da Taça de Portugal – um troféu que não vence há uma década – nem da Taça da Liga, apesar de um investimento superior a 100 milhões de euros em reforços, muitos dos quais sem grande margem de valorização devido à idade ou à hiperinflação.

Adicionalmente, a formação do Seixal parece ter perdido a sua relevância, pois o Benfica deverá terminar a época sem que qualquer jogador da academia consiga ascender à equipa principal. O artigo questiona o que há para celebrar no Benfica, referindo a conquista de uma Supertaça Cândido de Oliveira sob a alçada de um treinador que seria despedido pouco depois, ou a eliminação do Real Madrid na Liga dos Campeões que se destacou mais por um alegado caso de racismo. A “exigência de um Benfica europeu”, outrora catalogada como um engano por José Marinho, parece ter dado lugar a um processo de normalização do insucesso, que, segundo o texto, já contagiou a própria massa adepta. O artigo traça um paralelo com o Sporting, que viveu um período de belenização, e conclui que o “feitiço se virou contra o feiticeiro”, com o Benfica a viver uma situação que antes ridicularizava no seu eterno rival.

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