Após uma temporada de 2025/26 aquém das expectativas, o Benfica prepara um verão de intenso movimento no mercado de transferências, com o objetivo de reforçar o plantel de José Mourinho. Um dos setores prioritários para intervenção é o ataque, onde Vangelis Pavlidis se tem afirmado como o principal goleador, com 29 golos e cinco assistências em 48 jogos. Contudo, a alternativa Franjo Ivanovic, adquirido ao Saint-Gilloise por cerca de 28 milhões de euros, não tem correspondido, levantando a necessidade de encontrar um avançado com características diferentes, mais ao gosto do técnico português. Rumores recentes apontam para o interesse em Wout Weghorst, internacional neerlandês.
Weghorst, com 1,97 metros de altura, representa um perfil físico e experiente, tendo passado por clubes como Manchester United, Wolfsburg e Besiktas. Com 51 internacionalizações e 14 golos pela seleção dos Países Baixos, o avançado de 33 anos poderá ser uma opção valiosa, nomeadamente pela sua condição de custo zero
, uma vez que está em final de contrato com o Ajax e não deverá renovar. Esta situação seria vista como ideal para um jogador que, presumivelmente, aceitaria um papel secundário no plantel encarnado
, complementando Pavlidis e oferecendo a José Mourinho a opção de um avançado com provas dadas e maior porte físico.
Apesar do seu potencial, existem alguns fatores a considerar. Weghorst tem um histórico de lesões, tendo falhado dez jogos nesta temporada por problemas físicos, o que exigiria uma análise cuidada por parte da direção benfiquista. Além disso, resta saber se o jogador estaria disposto a assumir um papel de plano B
, um cenário que já aconteceu no passado com outro compatriota, Luuk de Jong, no FC Porto. O Twente também estará interessado na sua contratação, o que lhe permitiria manter-se na zona de conforto nos Países Baixos, numa fase mais avançada da carreira. Contudo, ofertas de campeonatos como o da Arábia Saudita também não seriam de descartar.