Gonçalo Ramos sobre o alegado racismo: “Se aconteceu, é condenável”

  1. Gonçalo Ramos comenta acusação de racismo a Prestianni.
  2. Ausência de provas confirmadas do incidente.
  3. Ramos fala da importância de distinguir provocação de ofensa.
  4. O avançado explica a origem do seu festejo de "pistolas".

Gonçalo Ramos, avançado do Paris Saint-Germain, abordou as recentes acusações de racismo de Vinícius Júnior a Prestianni, num jogo da Liga dos Campeões entre Benfica e Real Madrid. O futebolista português partilhou a sua perspetiva sobre o incidente.

“A verdade é que, pelo que dizem, não há provas de que aconteceu mesmo [o insulto racista]. Mas, se aconteceu, é condenável e temos de evitar este tipo de comportamentos. Por muito que alguém festeje muito um golo ou o que quer que seja, ou que, se quiserem chamar-lhe, provoquem, faz parte do nosso desporto, do nosso e de outros. Se formos ver na história do basquetebol, do ténis, um bocadinho de provocação acaba por atiçar-nos. Somos todos uns animaizinhos de competição. Qualquer jogador profissional gosta de uma provocação. Entre nós, no Paris Saint-Germain, na Seleção ou até a jogar às cartas, provocamo-nos”, partilhou o avançado de 24 anos, no podcast Cala-te Boca, da Mega Hits. Ramos sublinhou a importância de uma distinção clara entre provocação e ofensa. “Tem de haver uma linha” entre os dois conceitos, acrescentando que todos são “inteligentes o suficiente para perceber que há uma linha para não ultrapassar”. O ex-jogador do Benfica justificou ainda que esta demarcação é essencial para gerir emoções no desporto de alta competição, realçando a necessidade de respeitar os limites éticos e comportamentais.

Além de comentar a polémica, Gonçalo Ramos também falou da sua profunda ligação ao Benfica, clube onde se formou. “Sou um dos produtos do Benfica, morei no Benfica, estou sempre a dizer à Margarida [Amaral Domingues]: ‘Vivi no Benfica’. Tudo o que faço e sou hoje, não só no futebol, tem a ver com o Benfica. Então, é impossível não dizer que sou marca Benfica”, afirmou. O avançado aproveitou para explicar a origem do seu festejo característico após marcar golos. “É engraçado. Quando jogava na formação do Benfica, marcava alguns golos, não é? E então o meu pai dizia-me: ‘Tu, se queres ser um ponta de lança, tens de ter um festejo único, com que te identifiquem. Disse: ‘OK’. Então, houve um dia que estava com os meus colegas antes do jogo, conversas de balneário, brincadeira e surgiu: ‘Olha, se hoje fizeres um golo fazes assim… pistolas’. E eu: ‘Está bem’. Então fiz um golo nesse jogo, fiz as pistolas, acabou por ser mais ou menos viral, nem que fosse na formação do Benfica, e ficou até hoje. Depois é um festejo que os miúdos gostam, os miúdos pequenitos todos falam disso”, concluiu, revelando a história por trás das suas “pistolas” que se tornaram a sua imagem de marca.

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