Benfica com lucro de 29 milhões de euros no semestre, mas com quebra de 16%

  1. Lucro de 29 milhões de euros no 1º semestre de 2025/26
  2. Processo eleitoral custou 3,2 milhões de euros
  3. Receitas operacionais recorrentes aumentaram 6%
  4. Dívida líquida ascendeu a 204 milhões de euros

O Sport Lisboa e Benfica divulgou um lucro de 29 milhões de euros no primeiro semestre do exercício de 2025/26 (1 de julho a 31 de dezembro de 2025). Contudo, este valor representa uma quebra de cerca de 16% em relação ao mesmo período da época anterior, o que se traduz numa diminuição de 5,6 milhões de euros. Esta redução deve-se a vários fatores, como o processo eleitoral e o menor impacto contabilístico da transferência do futebol feminino para a Benfica SAD.

O processo eleitoral para o mandato 2025-2029, que resultou na vitória de Rui Costa à segunda volta, gerou um custo extraordinário de 3,2 milhões de euros. Estes encargos, que ultrapassaram os 550 mil euros inicialmente previstos, incluíram gastos com fornecimentos e serviços externos (como os da Multicert para validação de votantes e certificação eleitoral), pessoal (envolvendo colaboradores do Grupo Benfica na organização) e outros custos operacionais, incluindo IVA não dedutível. Adicionalmente, o menor impacto do reconhecimento de rendimento da transferência do futebol feminino para a Benfica SAD, com apenas 400 mil euros contabilizados neste semestre (contra 2,5 milhões de euros no período homólogo), também contribuiu para a diferença. A aplicação do Método da Equivalência Patrimonial (MEP) influenciou igualmente o resultado líquido individual.

As receitas operacionais recorrentes alcançaram os 36,8 milhões de euros, um aumento de 3 milhões de euros (6%) face ao período homólogo. Este crescimento foi impulsionado por receitas recorde num primeiro semestre nas quotizações dos sócios (12,4 milhões de euros, mais 12%) e no merchandising (11,5 milhões de euros, mais 5%). Em contrapartida, os royalties pela utilização da marca fixaram-se nos 8,8 milhões de euros, uma quebra de 9%. O resultado operacional consolidado, que inclui o impacto das transferências de jogadores, foi de 53,7 milhões de euros. Sem este item, o resultado operacional seria negativo em 0,8 milhões de euros. A dívida líquida do clube ascendeu a 204 milhões de euros, um aumento de 1,2% face ao final do exercício anterior, embora o clube aponte que esta se tem mantido globalmente estável nos últimos dois exercícios, apesar dos investimentos realizados.

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