Rui Costa, presidente do Benfica, voltou à Assembleia da República para reuniões importantes e, à margem dos temas políticos, abordou o momento desportivo da equipa. As declarações de José Mourinho após o empate com o Casa Pia foram um dos pontos focais, com o presidente a desvalorizar a dimensão das palavras do treinador, mas a reconhecer o descontentamento generalizado. “Vi declarações de um treinador que estava desagradado com a exibição da equipa, como ficámos todos”
, afirmou, acrescentando que o “plantel reagiu com a desilusão de ter empatado um jogo que não devia ter empatado”
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Relativamente ao futuro de José Mourinho, Rui Costa manteve a sua posição, reiterando que o técnico tem contrato e que a questão não merece maior debate. “O que disse ontem [quarta-feira] foi curto? Curto é bom sinal, é sinal que não há muito para dizer… Tem contrato por mais um ano, não é tema”
, frisou. No entanto, o presidente das águias fez questão de sublinhar que, independentemente dos nomes, a responsabilidade e os resultados são cruciais no Benfica. “Ninguém é imune a nada no Benfica. Ninguém é imune a nada, o presidente não é imune... Ninguém é imune a nada”
, disse, numa mensagem clara sobre a exigência no clube.
Apesar de o empate com o Casa Pia ter complicado as contas e gerado insatisfação entre os adeptos, Rui Costa deixou bem claro que a equipa não vai atirar a toalha ao chão. “A poucas jornadas do fim, termos um empate completamente inesperado contra o Casa Pia complica as nossas contas, como é óbvio. É natural que os adeptos estejam insatisfeitos com isso, como estamos todos. Mas é proibitivo abandonar a época”
, garantiu. O presidente reiterou a obrigação de lutar até ao fim pelos objetivos: “Se acreditamos no segundo lugar? Somos obrigados a acreditar em todos os lugares enquanto for possível. Essa é a obrigação de cada jogador e de cada pessoa que trabalha no Benfica, pela responsabilidade de representar o clube e pelo respeito que tem de ter pelos adeptos do Benfica”
. Em relação à próxima temporada, Rui Costa adiantou que “as épocas seguintes começam-se a preparar à primeira jornada da época [corrente]. Esta foi preparada para ganhar o Campeonato Nacional e ter uma boa prestação na Liga dos Campeões, mas não está a ser o que queríamos. É responsabilidade de todos nós. Por respeito à camisola, que é sagrada, e por respeito aos adeptos, não abandonamos a época até estar terminada”
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