A recente pausa para as seleções nacionais revelou uma faceta interessante no Benfica, com José Mourinho a ter de gerir um plantel desfalcado de quase duas dezenas de jogadores. Esta situação, embora desafiadora para a preparação do embate frente ao Casa Pia, pela 28.ª jornada da Liga, agendado para 6 de abril, abriu uma janela de oportunidade para aqueles que permaneceram no Seixal. Franjo Ivanovic, por exemplo, é um dos nomes que pode capitalizar este período, especialmente num momento em que a concorrência na frente de ataque se adensa.
O avançado croata, a atravessar um bom período de forma, tem nas últimas semanas demonstrado um impacto significativo. Ivanovic assistiu para o golo do empate de Leandro Barreiro frente ao FC Porto (2-2), na jornada 25, e foi o autor do golo da vitória encarnada em Arouca. Este rendimento, aliado à paragem das seleções, permite-lhe um período de desenvolvimento fundamental, conforme a própria estrutura do clube poderá considerar. O desempenho intermitente com a camisola das águias no início da temporada levou a que não fosse convocado para os jogos particulares de março da seleção croata, facto que agora pode jogar a seu favor no contexto do Benfica.
Paralelamente, a situação de Anísio Cabral levanta questões sobre o futuro das jovens promessas na Luz. Com uma estreia fulgurante frente ao Estrela da Amadora, onde marcou ao fim de um minuto, o jovem português parecia ter garantido um lugar nas opções de Mourinho. Contudo, após alguns jogos promissores, incluindo um golo decisivo contra o Alverca, a sua utilização tem vindo a diminuir drasticamente. A chegada de Ivanovic à equação parece ter relegado Anísio para segundo plano, levantando a dúvida: será Anísio Cabral mais uma das eternas promessas
do Benfica? A verdade é que, desde o jogo com o AVS, Franjo Ivanovic tem sido uma presença constante, correspondendo com um golo e uma assistência. O potencial, o estilo de jogo e a recente renovação de contrato de Anísio Cabral até 2031 com uma cláusula de rescisão de 100 milhões de euros demonstram a aposta do clube, mas a falta de minutos em campo pode ser prejudicial ao seu desenvolvimento e afirmação. A forma como Mourinho irá gerir estes talentos no ataque será crucial nos sete jogos que restam da temporada.