O vice-presidente do Benfica, José Gandarez, confirmou esta quinta-feira que os encarnados vão recorrer da decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que indeferiu o projeto radiofónico do grupo Bauer e do Benfica. A aprovação foi negada por não reunir os pressupostos legais necessários, levando o clube a ponderar ação criminal e a levar o assunto ao Parlamento. José Gandarez realça que a deliberação gerou uma onda de indignação devido à sua falta de fundamentação legal.
A decisão da ERC é vista como uma atitude persecutória contra o projeto Benfica FM
desde o início, algo que o clube não esperava, especialmente porque, antes de lançar o projeto, consideravam ter todos os requisitos cumpridos. Gandarez expressa surpresa e indignação com a deliberação, afirmando que a mesma deveria “envergonhar o Conselho Regulador da ERC”
. Ele chega a apontar para a possível existência de razões clubísticas por parte da presidente da ERC, Helena Sousa.
O vice-presidente do Benfica salientou que a ERC “não tem o direito de previamente dizer que uma rádio não autorizada a emitir não é plural”
, evidenciando um preconceito total por parte do Conselho Regulador. Dois argumentos principais foram utilizados pela ERC para inviabilizar o projeto do Benfica: a menor diversidade de frequências FM na Grande Lisboa e Grande Porto, e dúvidas sobre a salvaguarda da independência editorial. Em resposta, Gandarez refutou as alegações da ERC, afirmando que a intenção do Benfica foi sempre a de ter transparência e que não estão em competição com o organismo regulador. A ERC, por sua vez, defende que a alteração não resultaria num reforço efetivo da diversidade da oferta radiofónica, mas apenas na substituição de uma tipologia temática por outra, com potencial de reduzir o espectro de audiência.