Rafael Obrador recorda passagem pelo Benfica e revela admiração por Mourinho

  1. Obrador no Torino partilhou detalhes sobre passagem pelo Benfica
  2. Decisão influenciada por Grimaldo e Carreras
  3. Mourinho é "divertido, próximo dos jogadores e muito atento"
  4. Estádio da Luz o impressionou mais

Rafael Obrador, lateral agora no Torino, partilhou detalhes sobre a sua passagem pelo Benfica, desde os motivos que o levaram ao clube da Luz até à sua saída. As suas declarações em entrevista ao podcast “El after de Post United” revelam a importância de figuras como Grimaldo e Carreras na sua decisão e a sua admiração por José Mourinho.

“Havia interesse em renovar o empréstimo ao Deportivo, mas ao Real Madrid não interessava porque eu acabaria contrato. Depois recebi ofertas quase seguidas, incluindo a do Benfica. Vi o histórico de laterais esquerdos: Grimaldo, Carreras… era uma boa oportunidade. E é o Benfica. Quando cheguei, percebi rapidamente o tamanho do clube. O estádio é incrível, os adeptos são gigantes e as instalações são de nível top. Dentro de Portugal, fora Sporting, FC Porto e Sp. Braga, nota-se muito a diferença”, afirmou Obrador, justificando a sua escolha pelo clube encarnado. O jogador também abordou a sua escassa utilização: “Joguei contra o Tondela e também alguns jogos pelo Benfica B para ganhar ritmo. O Mourinho chamou-me para conversar. Disse-me que confiava em mim, mas que o lateral titular [Samuel Dahl] estava a fazer uma época muito boa e não podia tirá-lo. Foi sempre honesto.” Sobre Mourinho, atual técnico do Benfica, Obrador sublinhou que ele é “muito melhor do que as pessoas pensam: É divertido, próximo dos jogadores e muito atento.”

Apesar da pouca influência na Luz, Obrador não guarda mágoa e destacou o Estádio da Luz como o que mais o impressionou. No podcast, também revelou o jogador com mais qualidade com quem partilhou o balneário: Yeremay, com quem jogou no Deportivo e que é atualmente alvo do Sporting. O defesa lamentou não ter pedido a camisola de Otamendi, mas a que mais o marcou foi a de Nico Paz. Ainda recordou uma história embaraçosa da sua infância: “No meu primeiro jogo aos 3 anos, peguei a bola com as mãos, atravessei o campo e marquei. O meu pai teve tanta vergonha que me tirou do futebol durante dois anos.” Em relação a Prestianni, confessou que teve um papel crucial na sua adaptação em Portugal: “Para mim foi muito importante. Ajudou-me imenso quando eu ainda não falava português. Sempre me apoiou.”

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