João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, expressou novamente a sua insatisfação através do LinkedIn, criticando duramente o presidente do clube, Rui Costa. Em causa está a decisão de convidar Pedro Proença, líder máximo da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), para a Gala Cosme Damião. Gabriel considera que esta atitude contraria a postura de rutura que o Benfica deveria ter tido face a alegadas injustiças, apontando uma incoerência na liderança. “O permanente 'agarrem-me senão eu vou' — para depois ficar tudo na mesma, ou até recuar — passou a ser a marca desta direção do SL Benfica e do seu presidente. Quando um clube com a dimensão do Benfica ameaça, mas não age em conformidade, o efeito é o inverso: o clube fica preso a um ciclo estéril de indignação performativa para consumo externo”
, escreveu João Gabriel, realçando a sua visão de um ciclo vicioso de indignação sem resultados práticos.
O antigo diretor de comunicação sublinhou a sua convicção de que o Benfica tem falhado em agir de forma consequente. “Em maio de 2025, após a final da Taça de Portugal e depois de um erro de arbitragem grosseiro que adulterou o resultado do jogo, o Benfica assumiu uma das posições mais duras dos últimos anos. Anunciou participações disciplinares, exigiu áudios do VAR, ameaçou recorrer a instâncias internacionais e suspendeu — supostamente — a colaboração com processos estruturantes do futebol português. Parecia um momento de rutura. Parecia, mas não foi. Foi um 'basta' inflamado, mas absolutamente inconsequente”
, recordou, referindo-se a um episódio passado que, na sua opinião, demonstrou a falta de ação concreta. Esta crítica estendeu-se à própria presença de Proença na Gala, um evento simbólico para o clube. “Apesar de tudo isto, pasme-se, no aniversário do clube - ao mesmo tempo que Rui Costa voltava a exigir respeito - Pedro Proença sentava-se na primeira fila da gala institucional mais simbólica do clube. O Benfica ofereceu palco, honra e centralidade institucional a quem — desde que chegou à FPF — o desrespeita. Não é apenas incoerente. É incompreensível. Tudo isto corrói, de forma ostensiva, a autoridade de qualquer instituição ou líder”
, completou, destacando a sua perplexidade perante a situação.
Em paralelo, o futebol português celebra o talento jovem com o reconhecimento de Gustavo Varela. O avançado do Gil Vicente foi eleito o melhor jovem da Liga para o mês de fevereiro, um prémio concedido pelo Sindicato dos Jogadores. “Agradeço ao Sindicato por este prémio e também aos meus colegas e à equipa técnica, que me têm ajudado muito”
, frisou o dianteiro, de apenas 21 anos, realçando a importância do apoio da sua equipa e colegas. O internacional sub-21 luso foi peça fundamental para o Gil Vicente, contribuindo com três golos que levaram a equipa a importantes vitórias. “Tem um significado enorme. É sempre bom o jogador ser reconhecido e agora é continuar e que seja o primeiro de muitos”
, acrescentou o jogador, emprestado pelo Benfica aos gilistas, em declarações ao Sindicato, no Estádio Cidade de Barcelos. Este prémio representa não apenas um reconhecimento individual, mas também o sucesso do empréstimo de Varela, que tem demonstrado o seu valor na Liga Portuguesa.