Luís Freire, selecionador nacional de sub-21, revelou as suas escolhas para os próximos desafios da qualificação para o Europeu, com destaque para a inclusão de Mateus Mané e Noah Saviolo, que se estreiam nas seleções de Portugal, e dos jovens benfiquistas Gonçalo Moreira e Daniel Banjaqui. A decisão de convocar jogadores que representaram outras nações ou que têm ligações familiares, mas que nasceram e/ou viveram boa parte da vida em Portugal, como é o caso de Mané e Saviolo, foi explicada pelo próprio selecionador.
Sobre Mateus Mané, médio polivalente do Wolverhampton, Freire afirmou que “Há sempre vontades que têm de se juntar. A grande vontade de querer jogar por Portugal e sentir o país no coração e o acreditarmos que pode ser uma mais valia para nós. Essas duas vontades têm de estar presentes. Depois, há o nível burocrático, perceber se é possível chamá-los. E tudo se alinhou. Há uma grande vontade do Mané. Nasceu em Portugal, jogou no Barreirense e esteve cá 8 anos. Quer representar a nossa Seleção e sentimos que, pelo momento dele, era de aproveitar para trazê-lo para este espaço. É um jogador irreverente, que pode jogar na ala ou mais descaído para o meio. E é forte no um para um. O Mateus é português e quer jogar por Portugal”. O técnico abordou também a situação de Noah Saviolo, extremo luso-belga em evidência no Vitória de Guimarães, referindo que “O Noah tem sido aposta regular no Vitória. Só dando essa projeção aos jovens é que conseguimos avaliá-los publicamente. O Diogo Monteiro também tem jogado regularmente no Arouca. O Saviolo tem gene português, os avós são portugueses. Ele podia ter optado pela Bélgica, mas o jogador sente que Portugal, onde joga há alguns anos, também faz sentido. Quer representar a Seleção Nacional e, numa das perguntas que lhe fiz, disse que Portugal está no coração. São pequenos passos que damos. São jovens e estão num determinado contexto. Querem muito sentir o nosso país e representar a nossa Seleção”.
Relativamente aos talentos emergentes da formação do Benfica, Gonçalo Moreira e Daniel Banjaqui, Luís Freire justificou as chamadas individualmente, mas convergentemente. “Antes de mais, quero dizer que estamos orgulhosos e felizes pelas idas do Rodrigo Mora e do Mateus Fernandes à Seleção A. A entrada do Gonçalo Moreira é um prémio justo para uma grande temporada. 19 golos e 10 assistências em várias competições... É muito golo e muita assistência. Tem características muito boas para ajudar-nos no jogo associativo, consegue fazer posições de construção e chegar com qualidade à área. Está a jogar regularmente no Benfica B, treina regularmente com a equipa principal e está na Youth League. Faz sentido trazê-lo e esperamos que nos ajude desde já”, salientou o selecionador sobre o médio-ofensivo. Quanto a Banjaqui, considerado pelo selecionador como “um dos melhores laterais-direitos jovens que Portugal tem”, Luís Freire sustentou que “No caso do Banjaqui, a chamada também premeia um trajeto. Ainda há três dias foi o melhor em campo na Youth League, fez duas assistências e já se estreou na equipa principal do Benfica, onde teve rendimento alto nos minutos em que atuou. Além disso, teve o Europeu e Mundial de sub-17 no último ano. Temos de olhar para o futuro e criar mais soluções para mais posições. O Daniel é dos melhores jovens laterais portugueses e faz sentido trazê-lo”.