A equipa de sub-19 do Benfica garantiu o apuramento para as meias-finais da UEFA Youth League, após vencer o Inter por 3-2 em Milão. Este jogo ficou marcado não só pela vitória, mas também por um novo recorde de golos na competição. Antes da partida, já se debatia sobre as dificuldades que os encarnados poderiam enfrentar, especialmente devido às condições do campo.
O técnico Vítor Vinha não escondeu a sua preocupação inicial com o relvado. “É mais um jogo da nossa Champions. Vamos ter pela frente um adversário difícil, complicado, num relvado diferente. Até aqui jogámos sempre em relva natural, mas amanhã vamos jogar em sintético, ainda por cima com zonas em que concentra muita cortiça”
, afirmou. A adaptação era a palavra de ordem: “Este treino de hoje serve para nos adaptarmos rapidamente, para percebermos o ressalto da bola aqui, perceber se rola rápida ou mais lenta”. Apesar destas condições, Vítor Vinha estava confiante na passagem à final four da competição, onde já se sabia que o adversário seria o Club Brugge. O avançado Anísio Cabral partilhava da mesma mentalidade positiva, minimizando o impacto do piso sintético:”
Não muda nada. Somos jogadores e temos de estar preparados para qualquer tipo de relvado, não faz muita diferença. Estamos aqui para jogar”, sublinhou, demonstrando a resiliência da equipa.
No jogo em si, o Benfica, apesar de ter tido dificuldades em lidar com a pressão italiana, conseguiu dar a volta por cima. Daniel Banjaqui e Francisco Silva foram determinantes nos golos que garantiram a vitória. Com este resultado, as águias não só carimbaram a passagem para as meias-finais, mas também estabeleceram um novo marco na história da competição, ao atingir a impressionante marca de 38 golos, superando o anterior recorde do Chelsea (36 golos) numa única edição da Youth League. A equipa demonstrou maturidade para segurar o resultado, mesmo perante a pressão final do Inter, que conseguiu reduzir a desvantagem para 3-2.