O relatório de João Pinheiro, árbitro do Clássico Benfica-FC Porto, revelou detalhes inusitados passados nos bastidores da partida. Simão Sabrosa, delegado do Benfica, compareceu ao balneário da equipa de arbitragem para oferecer produtos regionais e uma camisola de jogo a cada membro, um gesto que o relatório descreve como “sem valor comercial significativo”
. Já Nuno Gago, o Oficial de Ligação aos Adeptos (OLA) do Benfica, foi expulso aos 91 minutos devido a um conflito com um elemento do FC Porto, prolongando-se o incidente para o túnel de acesso aos balneários. Posteriormente, Gago dirigiu-se ao balneário da arbitragem para pedir desculpa pelo seu comportamento.
A comitiva do FC Porto, por sua vez, demonstrou simpatia, com o delegado Henrique Monteiro, acompanhado por Tiago Madureira e Bertino Miranda, a despedir-se da equipa de arbitragem no final do jogo. O relatório também destaca a interrupção do jogo entre os minutos 1:52 e 5:30 devido à visibilidade reduzida causada pelo fumo de pirotecnia deflagrada na bancada dos adeptos do Benfica. Foram ainda entregues à equipa de arbitragem dois isqueiros e uma caneta de fumo atirados na direção do banco do FC Porto.
O documento detalha as expulsões de figuras conhecidas do futebol. José Mourinho, técnico do Benfica, foi expulso após o golo da sua equipa por sair deliberadamente da área técnica, agir de forma provocatória e chutar uma bola na direção do banco adversário. Lucho González, adjunto do FC Porto, também viu o cartão vermelho por reagir de forma provocatória ao técnico do Benfica. Henrique Monteiro, delegado do FC Porto, foi expulso por utilizar linguagem insultuosa, dirigindo-se ao árbitro com a expressão “isto é uma vergonha”
por duas vezes. Estes incidentes sublinham a intensidade e a tensão vivida no Clássico, tanto dentro como fora das quatro linhas.