Heorhii Sudakov: o futuro incerto do médio criativo do Benfica

  1. Sudakov não joga há dois jogos
  2. József Szabó critica intensidade de ucranianos
  3. Benfica investiu €38 milhões em Sudakov
  4. Sudakov tem 4 golos e 5 assistências

Heorhii Sudakov, médio criativo do Benfica, tem enfrentado um período de menor fulgor, não sendo utilizado nos últimos dois jogos e entrando do banco nos três anteriores. Esta situação, em parte causada por uma lombalgia, levou József Szabó, antigo selecionador da Ucrânia, a tecer fortes críticas sobre a intensidade dos jogadores ucranianos. Segundo Szabó, “Os nossos jogadores não são realmente adequados para as equipas de topo da Europa; eles têm dificuldades e o seu nível de habilidade não é suficiente para o desafio. Podem jogar um ou alguns jogos, mas não conseguem manter o mesmo nível de intensidade ao longo da época. É por isso que os treinadores os deixam no banco”, referindo-se a Sudakov e também a Zabarnyi, do PSG, como exemplos dessa realidade.

A condição física de Sudakov tem sido um fator limitante, com o internacional ucraniano a ser fustigado por uma lombalgia. Até fevereiro, contava com cinco titularidades consecutivas, mas problemas físicos e a entrada de Rafa Silva na equipa, que passou a ocupar o espaço nas costas de Vangelis Pavlidis, relegaram o camisola 10 para uma condição de suplente não utilizado nos recentes clássicos frente ao Real Madrid e FC Porto. A aposta do Benfica no jogador de 23 anos é, contudo, inequívoca, representando um investimento que pode atingir os €38 milhões. O clube tem trabalhado na adaptação do jogador às exigências do futebol português, reconhecendo a diferença de contextos entre a realidade ucraniana e a competitividade em Portugal. O impacto emocional da guerra na Ucrânia também é considerado, sendo esta a sua primeira experiência profissional fora do país.

Apesar do rendimento intermitente, Sudakov apresenta números interessantes na sua temporada de estreia na Luz, com quatro golos e cinco assistências em 33 jogos, 28 dos quais como titular. Com uma qualidade técnica acima da média, o foco atual é elevar os seus níveis de agressividade, tanto defensiva como ofensiva, para que possa garantir a preponderância exigida pela sua posição central. O regresso aos convocados e a uma possível utilização são os próximos passos para que o médio recupere o ritmo competitivo e demonstre a influência que motivou o forte investimento do Benfica no mercado de transferências, contrariando a visão de que “Jogadores ucranianos não são adequados para as equipas de topo”, e que a diferença de intensidade o impeça de brilhar.

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