O Benfica formalizou um recurso hierárquico, com caráter suspensivo, contra a punição imposta a José Mourinho pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. O objetivo primordial do clube encarnado é garantir a presença do seu treinador no banco de suplentes já no próximo jogo, em Arouca, após Mourinho ter sido suspenso por um jogo e mais 11 dias na sequência dos incidentes ocorridos no confronto frente ao FC Porto.
As águias sustentam a sua defesa alegando que as imagens televisivas demonstram que o pontapé na bola desferido por Mourinho, após o golo do empate a duas bolas de Barreiro, foi dirigido para a bancada e não, como inicialmente interpretado, para o banco do FC Porto. Esta ação, que foi considerada provocatória
pelas instâncias disciplinares, resultou na suspensão de um jogo para o técnico português. O Benfica expressou publicamente que a decisão é “manifestamente injusta, desproporcionada e persecutória”
, argumentando que o treinador apenas “chutou a bola para a bancada num momento de celebração, como já aconteceu outras vezes, sem qualquer intenção de desrespeito ou provocação”
.
Relativamente à suspensão adicional de 11 dias, resultante de um desentendimento com o adjunto do FC Porto, Lucho González, o clube da Luz considera-a totalmente despropositada
. Os encarnados justificam esta posição apontando para sucessivas provocações
por parte do elemento da equipa técnica dos dragões. A defesa benfiquista espera que o recurso seja analisado em tempo útil, permitindo que José Mourinho possa orientar a equipa na 26.ª jornada da I Liga, um jogo crucial para as aspirações do clube.