O meio-campo do Benfica tem sido alvo de intensa discussão, especialmente após as recentes declarações de José Mourinho no rescaldo do Clássico frente ao FC Porto, que terminou empatado a duas bolas. O treinador abordou a performance da dupla Enzo Barrenechea e Richard Ríos, levantando questões sobre o seu futuro na equipa e a capacidade de resposta frente a adversários fortes. A ausência de Fredrik Aursnes, devido a lesão, parece ter acentuado ainda mais as dúvidas de Mourinho.
As palavras de Mourinho no pós-Clássico contrastam significativamente com os elogios proferidos em outubro de 2025. Na altura, após um empate a zero com o FC Porto para a 8.ª jornada da I Liga, Mourinho expressava total confiança na dupla. No entanto, a hierarquia do meio-campo encarnado parece ter mudado drasticamente no início de 2026. A lesão de Ríos durante o jogo da Taça de Portugal frente ao FC Porto forçou Mourinho a uma reestruturação do meio-campo, optando por fazer recuar Aursnes e introduzir Sudakov, preterindo Enzo que, embora no banco, apresentava limitações físicas.
A partir desse momento, Leandro Barreiro e Aursnes consolidaram-se como as primeiras escolhas de Mourinho para o centro do terreno. Apesar da recuperação de Richard Ríos, o jogador colombiano é agora visto como uma terceira opção. O Benfica investiu cerca de 40 milhões de euros na contratação de Enzo (empréstimo com obrigação de compra de 12 milhões de euros) e Ríos (27 milhões de euros). Este investimento avultado levanta questões sobre o aproveitamento da dupla, agora relegada para segundo plano. No campeonato, o Benfica enfrenta um desafio considerável, estando a sete pontos do líder FC Porto a nove jornadas do fim, o que obriga Mourinho a focar-se exclusivamente na luta pelo título.