Na história dos grandes clubes, poucas equipas atingem um patamar de poesia
intrínseca, transformando-se em lendas para os adeptos. Estas formações, mais do que um conjunto de indivíduos, representam uma simbiose perfeita, um produto alquímico raro que transcende o desporto.
Um exemplo notável é o onze
da primeira época de Sven-Göran Eriksson no Benfica. Esta equipa histórica, que chegou à final da Taça UEFA onde defrontou o Anderlecht, é ainda hoje recordada com carinho pelos adeptos. Entre os nomes que compunham esta formação mítica estavam Bento, Pietra, Humberto Coelho, Bastos Lopes, Álvaro, Shéu, Stromberg, Carlos Manuel, Diamantino, Chalana e Filipovic, com Nené sendo uma alternativa igualmente icónica. Estes jogadores, sob a batuta de Eriksson, criaram um estilo de jogo que deixou uma marca indelével na memória coletiva do clube.
A forma como esta equipa se complementava em campo e a paixão que gerava entre os seus seguidores, mesmo aqueles que não se interessam por poesia literária, são testemunho do impacto duradouro que pode ter um plantel bem construído e liderado. O legado de Eriksson no Benfica, através deste onze
poético, permanece como um dos capítulos mais gloriosos da história do clube.