Clássico Benfica-FC Porto gera críticas e lamentos de ambos os lados

  1. Álvaro Magalhães critica época do Benfica como "desastre"
  2. Magalhães aponta falhas táticas no Benfica no clássico
  3. Rodolfo Reis lamenta "amargo de boca muito grande" do FC Porto
  4. Rádio Renascença revela instruções táticas de Farioli

O recente clássico entre Benfica e FC Porto, que terminou empatado a duas bolas no Estádio da Luz, continua a gerar ampla discussão no mundo do futebol português. Álvaro Magalhães, antigo internacional português, não poupou nas críticas à época do Benfica, em entrevista à Antena 1. Refletindo sobre o investimento e os objetivos do clube, Magalhães afirmou: “Uma época que não é para esquecer. É preciso fazer uma análise daquilo que se está a fazer este ano. O Benfica, acho que ainda tem uma eterna esperança no campeonato, mas é uma época que é um desastre, totalmente. Foi uma época infeliz para o Benfica”. Esta declaração sublinha a grande expectativa em torno dos encarnados, que com um avultado investimento, visavam conquistar o campeonato e a Taça de Portugal, além de uma campanha mais longa na Liga dos Campeões. Segundo Magalhães, estes objetivos não foram alcançados, resultando num autêntico desastre.

As análises ao desempenho em campo também foram minuciosas, com Álvaro Magalhães a apontar falhas táticas na equipa benfiquista durante o clássico. “Houve muitos espaços nos três setores, defesa, meio-campo e ataque. Havia muitos espaços, e claro que o FC Porto tem jogadores de grande nível, de grande qualidade. Tem uma grande equipa. Como teve mais superioridade no meio-campo, com jogadores de grande qualidade, em que [Victor] Froholdt é, com aquela idade, um jogador de enorme capacidade, acabou por o FC Porto ser muito superior e marcar dois golos. Podia até ter marcado mais”, detalhou. A gestão de José Mourinho, técnico do Benfica, também mereceu reparos, especialmente no que diz respeito às substituições. Magalhães considerou que “as alterações foram tardias, mas é normal. O Mourinho tem-nos habituado a isso mesmo, e esperávamos que, no intervalo, houvesse uma alteração no meio-campo, porque aqueles dois jogadores que jogaram, o Enzo [Barrenechea] e [Richard] Ríos são jogadores com caraterísticas muito idênticas”. A entrada tardia de jogadores como Dodi Lukebakio e Leandro Barreiro, que Magalhães via como capazes de mudar o rumo do jogo, foi um ponto crucial na sua análise, concluindo que “as alterações foram tarde demais”.

Do lado do FC Porto, a vitória que parecia certa, também se transformou em desilusão. Rodolfo Reis, antigo jogador dos dragões, expressou o “amargo de boca muito grande” sentido após o empate. “Fica um amargo de boca muito grande. O FC Porto, na primeira parte, domina a seu belo prazer. Está a ganhar 2-0 com possibilidades de elevar o marcador. O treinador, Francesco Farioli, substitui os jogadores que têm amarelo, e eu concordo, mas depois a prestação dos jogadores que entram não corresponde aos que saíram”, criticou. Reis também apontou uma perda de organização na segunda parte do FC Porto, alegando que “uma equipa que está a jogar na luz, a ganhar 2-0, nunca pode deixar partir o jogo. Tem de jogar com os mesmos princípios que esteve a jogar desde o início. O FC Porto vulgarizou o Benfica”. A Rádio Renascença 'apanhou' o papel com as instruções de Farioli que circularam entre os jogadores do FC Porto, contendo as marcações defensivas para os jogadores do Benfica após as substituições. Essas notas destacavam emparelhamentos como “Alan - 4, Seko - 9, Moffi - 44, Victor - 14”, indicando que Alan Varela acompanharia António Silva, Seko Fofana Ivanovic, Terem Moffi Tomás Araújo e Victor Froholdt Pavlidis. Estes detalhes táticos sublinham a preocupação do técnico italiano em manter a organização defensiva, apesar do resultado final ter sido um empate que deixou críticas e lamentos de ambos os lados.

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