Mourinho Expulso e Confronte com Lucho González em Clássico Benfica-FC Porto

  1. Mourinho desmente expulsão por rematar a bola
  2. Lucho González chama "traidor" a Mourinho
  3. Mourinho defende profissionalismo na carreira
  4. Clássico termina com resultado de 2-2

A tensão subiu de tom no clássico entre Benfica e FC Porto, com José Mourinho, técnico dos encarnados, a protagonizar um dos momentos mais quentes da partida. Apesar da sua ausência na zona de entrevistas rápidas, Mourinho fez questão de esclarecer os motivos da sua expulsão. “O árbitro disse que me expulsou porque rematei uma bola para o banco de suplentes do FC Porto. É completamente falso. Muitas vezes, em golos nossos, remato a bola para a bancada para dar a um adepto sortudo. Sei que tecnicamente não sou muito bom, mas era para a bancada”, explicou o treinador, desmentindo a versão oficial e acrescentando: “Fui mais expulso, o quarto árbitro fez um trabalho péssimo durante o jogo e continuou a fazê-lo quando disse ao árbitro que eu tinha rematado uma bola.”

Contudo, o momento que mais marcou o pós-jogo de Mourinho foi o confronto com Lucho González, adjunto do FC Porto. O argentino terá chamado “traidor” ao experiente técnico, desencadeando uma reação veemente. “Chamou-me 50 vezes traidor. Gostava que ele me explicasse traidor de quê? Fui para o FC Porto, dei a minha alma ao FC Porto, fui para o Chelsea, fui para o Inter, para o Real Madrid, dei a volta ao mundo e dei 24 horas da minha vida todos os dias. A isso se chama profissionalismo”, defendeu-se Mourinho, visivelmente incomodado com a acusação. Não é a primeira vez que ocorre um encontro tenso entre o treinador do Benfica e membros da equipa técnica ou jogadores do FC Porto. Recentemente, a vitória do Benfica sobre o FC Porto por 5-0 na Taça de Portugal também gerou alguns momentos de tensão entre as duas equipas. O clima de rivalidade tem sido uma constante, não se limitando aos jogadores em campo, mas estendendo-se às bancadas e às equipas técnicas.

Mourinho fez também a distinção entre as críticas dos adeptos e as dos colegas de profissão, expressando o seu desagrado. “Uma coisa são insultos dos adeptos, é futebol. São os mesmos adeptos que estavam aos meus pés quando passeava na cidade. Agora, de um colega de profissão... É um profissional como eu, defendeu várias camisolas ao longo da carreira, não entendi. Traidor porquê? Por dar tudo ao Benfica? Amanhã, quando for para o Estrela da Amadora, Moreirense, União de Leiria, vou dar tudo. Não gostei”, frisou. Este incidente ocorreu num clássico que terminou em 2-2, onde a arbitragem de João Pinheiro também esteve debaixo de fogo, com várias decisões contestadas de parte a parte. Os encarnados queixaram-se de uma possível grande penalidade sobre Pavlidis, enquanto os dragões apontaram um alegado toque na mão na área.

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